Astrofísico britânico ganha prêmio de fundação religiosa

Prêmio Templeton, criado para contemplar a "afirmação da natureza espiritual da vida", é concedido a Martin Rees

iG São Paulo |

AP
O astrofísico Martin Rees dirigiu a Royal Society
Um astrofísico conhecido por suas ideias a respeito da origem e do destino do universo foi agraciado com um dos principais prêmios religiosos do mundo.

Martin Rees, de 68 anos e especializado na física de fenômenos extremos como buracos negros ou o Big Bang, é o receptor da edição 2011 do Prêmio Templeton, anunciou a Fundação John Templeton. A honraria vem acompanhada de US$ 1,6 milhão (R$ 2,6 milhões).

O Prêmio Templeton tem por objetivo “honrar uma pessoa que tenha dado uma contribuição excepcional à afirmação da natureza espiritual da vida”.

A fundação disse que Rees – que não tem religião – foi escolhido porque suas pesquisas convidam todos a “enfrentar as questões mais fundamentais da natureza e da existência humana”.

Rees tentou lidar com muitas dessas questões fundamentais durante seu mandato, recém-encerrado, no comendo da Royal Society, que aos 350 anos é a mais antiga organização de cientistas do mundo. Sob o comando de Rees, a Society discutiu a origem da vida e a possibilidade de haver vida fora da Terra.

Em um de seus livros, Just Six Numbers , Rees argumenta que o aparenre ajuste perfeito das leis da natureza que permite a existência de seres humanos não é nem puro acaso, nem um ato de um criador. Ele diz que “uma infinidade de outros universos pode existir” onde as constantes são ajustadas de modo diverso.

“Isso ainda é apenas uma conjectura”, adverte.

Como o foco do Prêmio Templeton é a espiritualidade, seus receptores frequentemente se veem alvo de perguntas sobre sua fé pessoal. Rees disse não ter crença religiosa, e brincou afirmando que a descoberta de vida extraterrestre provavelmente “fará alguns teólogos terem convulsões”.

Mas reconheceu que teorizar sobre a possibilidade de alienígenas e de um multiverso tende a deixar a humanidade isolada, enterrada num canto de uma infinidade de universos.

“Esses pensamentos dificultam acreditar na centralidade dos seres humanos”, reconhece, mas sem se preocupar com isso. “Sendo nós mesmos humanos, é difícil nos dar menos consideração”.

(com informações da AP)

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