Estudo com fotos em alta velocidade mostra que o vôo dos mamíferos é muito mais complexo que o das aves

Estudo do mecanismo de voo dos morcegos pode ajudar o desenvolvimento de novos tipos de avião
The New York Times
Estudo do mecanismo de voo dos morcegos pode ajudar o desenvolvimento de novos tipos de avião
O nome da ordem científica dos morcegos, Chiroptera , se traduz como a “asa na mão”. E como as mãos humanas, as asas do morcego são carnosas e possuem múltiplas articulações. Como comparação, asas de pássaros possuem apenas algumas articulações, e asas de insetos trazem apenas uma.

Agora, usando câmeras de alta velocidade, pesquisadores descobriram que graças a essas muitas articulações, o voo do morcego é significativamente mais complicado do que o voo dos pássaros. A pesquisa aparece em “The Journal of Experimental Biology”.

Os cientistas colocaram pequenos morcegos em túneis de vento, criando um efeito similar ao de uma esteira – onde os morcegos voavam sem sair do lugar. Então, eles estudaram o rastro deixado pelo agitar de suas asas.

Ao voar, cada morcego deixava quatro massas distintas de rotação no ar, segundo o estudo. O vórtice mais forte vinha da ponta da asa, e durava até o final de cada movimento para cima realizado pelos morcegos.

“As asas são geometricamente complicadas, pois possuem todas essas articulações”, afirmou a Dra. Sharon Swartz, bióloga evolucionista da Universidade Brown e um dos autores do estudo. “Assim, em comparação com pássaros, parece que os rastros também são substancialmente mais complicados”.

Estudos adicionais sobre as asas dos morcegos poderiam ajudar engenheiros aeroespaciais a desenvolver pequenos aviões autônomos que fossem tão flexíveis e acrobáticos quanto os morcegos, segundo Swartz. As aeronaves de hoje são enormes e possuem asas firmes, mais parecidas com pássaros do que com morcegos.

“O grau de flexibilidade e complacência dessas asas é impressionante”, disse ela. “É uma abordagem fundamentalmente diferente ao ato de voar”.

O projeto recebeu financiamento da Fundação Nacional da Ciência e do Gabinete de Pesquisa Científica da Força Aérea.

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