Arqueólogos israelenses descobrem banhos romanos de 1.800 anos em Jerusalém

Casa de banhos indica que parte romana de Jerusálem foi bem maior do que se imaginava previamente

EFE |

Uma equipe de arqueólogos israelenses anunciou nesta segunda-feira o descobrimento de uma casa de banhos romana de 1.800 anos, provavelmente utilizada pelos soldados da décima legião que tomaram Jerusalém no século II a.C.

Os restos arqueológicos, que datam entre os séculos II e III a.C., foram achados durante escavações no bairro judaico para a construção de um moderno "Mikve" (banho ritual judeu). "Durante a escavação encontramos várias banheiras engessadas dentro de uma piscina, com um encanamento lateral para encher com água", explica em comunicado Ofer Sion, diretor da escavação da Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI).

A nota acrescenta que "no fundo da piscina há um pavimento de mosaico branco e os azulejos apresentam símbolos impressos da Décima Legião romana". O descobrimento é muito importante, ressalta no comunicado o professor Yuval Baruch, da AAI, porque "ainda não se tinha encontrado no bairro judaico (da Cidade Antiga) nada que pertencesse à legião romana, o que tinha levado à conclusão que a cidade fundada na época romana após a destruição de Jerusalém, chamada de Aelia Capitolina, era pequena e com uma área limitada". As ruínas dos banhos indicam que a cidade romana "era consideravelmente maior do que se tinha imaginado previamente", acrescenta o especialista.

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