Área do cérebro pode determinar habilidade para jogar videogame

Pesquisa, feita com ressonância magnética, pode prever a capacidade de uma pessoa para realizar tarefas complexas

Alessandro Greco, especial para o iG |

O estudo de uma área do cérebro chamada gânglios basais pode prever quão bem uma pessoa irá realizar tarefas complexas como jogar videogames. A pesquisa, realizada pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, colocou voluntários para jogar um videogame desenvolvido na própria universidade. No jogo, batizado de “Space Fortress”, os voluntários deviam destruir uma fortaleza sem perder seu navio que era atacado de diferentes formas.

Após 20 horas de treino todos melhoraram significativamente de performance, mas alguns foram muito melhor do que outros. Foi essa diferença de performance que os pesquisadores mediram analisando a atividade em diferentes partes dos gânglios basais. Os pesquisadores também constataram que dependendo da área dos gânglios basais analisada a previsão era melhor ou pior. As que melhor fizeram esse papel foram o putâmen e o núcleo caudado.

A escolha de um videogame para fazer a simulação não foi por acaso. “Em um ambiente controlado, videogames podem ser criados para simular muitos tarefas do mundo real (e processos cognitivos).”, explicou ao iG Art Kramer, que liderou a pesquisa.

A descoberta, publicada recentemente na revista PLoS One, foi feita utilizando ressonância magnética e surpreendeu os pesquisadores. “Foi surpreendente o fato de a ressonância magnética dos gânglios basais ter previsto tão bem o aprendizado”, afirmou Kramer. E completou: “Embora não [tenha nos surpreendido] o fato de que os gânglios basais prevejam aprendizado pois sabemos de estudos em animais que eles tem um papel importante na aprendizagem de novas habilidades”. 

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