Antílopes machos assustam parceiras para obter sexo

Eles fingem que há predadores por perto para evitar que as fêmeas saiam do território

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Os antílopes machos fingem que há um predador por perto para impedir as fêmeas de sair do seu território
Esta é uma história sobre trapaça e sexo nas planícies selvagens do Quênia.

Trapaça de antílopes, para ser preciso, tendo o sexo como finalidade.

Durante o período de acasalamento, antílopes da espécie topi tentam evitar que as fêmeas deixem seu território ao fingir que existe um predador por perto, segundo um estudo que aparecerá na edição de julho do “The American Naturalist”.

Quando uma fêmea parece estar indo embora, o macho corre à sua frente, congela no lugar, olha fixamente na direção onde ela estava indo e emite um alto urro. Geralmente, esse urro significa que um leão ou guepardo foi avistado – mas neste caso, o macho está fingindo.

“Ele não olha para a fêmea. Ele assume uma postura rígida, exatamente como se houvesse um predador ali”, disse Jakob Bro-Jorgensen, colega pesquisador da Universidade de Liverpool, que comandou o estudo. Bro-Jorgensen, que estudou o comportamento de centenas de antílopes topi na Reserva Nacional Masai Mara, explicou que os machos agiam dessa forma com o tempo.

Embora cientistas tenham observado machos enganando outros machos para ganhar acesso às fêmeas, esta foi a primeira descoberta de um macho ludibriando seu próprio parceiro sexual, disse Bro-Jorgensen.

Ouvindo o urro, a antílope-fêmea geralmente recua para o território do macho, onde ele tentará acasalar-se com ela no mesmo instante. As fêmeas acasalam com muitos machos durante cada estação, e pode parecer que elas até entendem a trapaça após algum tempo. Mas ser enganado não parece ser uma grande desvantagem, já que ignorar uma possível advertência verdadeira seria fatal.

“Correr esse risco é perigoso demais”, disse Bro-Jorgensen. Questionado se esse tipo de comportamento pode ocorrer com seres humanos, Bro-Jorgensen afirmou não saber, mas disse: “Somos mestres na indução, então é claro que se pode especular”.

(Por Sindya N. Bhanoo)

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