Amostras da Apollo sugerem improbabilidade de água na Lua

Grupo de pesquisadores publica estudo na revista científica Science e reacende a antiga discussão

The New York Times |

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Lua não tinha muito hidrogênio, quando foi criada, logo não havia água
Na longa discussão sobre haver existido água na Lua, um novo estudo diz que não. Um grupo de pesquisadores relata na revista “Science” que, na época em que a Lua foi criada – algo em torno de 4,5 bilhões de anos atrás –, não havia muito hidrogênio nela, e por isso não havia água.

Os pesquisadores chegaram a essa conclusão ao analisar isótopos de cloro, encontrados em amostras de solo lunar trazidas em missões da nave Apollo. A extensão dos isótopos de cloro nas amostras lunares era 25 vezes maior que em amostras da Terra.

Se a Lua tivesse níveis significativos de hidrogênio, como a Terra, essa extensão seria bem menor, segundo Zachary D. Sharp, cientista do departamento de ciências terrestres e planetárias da Universidade do Novo México e principal autor do estudo.

O cloro teria se ligado ao hidrogênio, formando compostos como o cloreto de hidrogênio, e escapado da superfície da Lua, disse ele. A abundância de cloro aponta a uma falta de hidrogênio e água.

“A quantidade de água na Lua era pequena demais para que a vida pudesse ter existido ali”, disse ele.
A maioria dos cientistas acredita que a Lua foi formada quando um grande objeto atingiu a Terra, arrancando um pedaço que, desde então, tem orbitado nosso planeta.

Na Terra, a água foi liberada como vapor de basalto fundido ao longo do tempo, eventualmente formando corpos de água, segundo uma das teorias.

“Uma compreensão sobre a Lua ser seca ou úmida nos ajudará a entender como a água apareceu na Terra”, explicou Sharp.

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