Ácido nucleico protege primatas do vírus Ebola

Substância usada em experiências genéticas pode abrir caminho para tratamentos contra Ebola e Marburg, doenças atualmente fatais

EFE |

Análogos de ácido nucleico empregados normalmente para modificar a expressão genética conseguem imunizar os primatas dos letais efeitos do vírus ebola, segundo estudo publicado esta semana na revista Nature Medicine.

Trata-se das substâncias conhecidas como oligômeros de morfolino e embora não tenham sido ainda testadas em voluntários humanos, este achado abre as portas para futuros tratamentos em pessoas.

Não existem vacinas nem tratamentos terapêuticos contra um vírus tão patogênico como o Ebola e o de Marburg, que causam uma febre hemorrágica com taxas elevadas de mortalidade.

Um grupo de pesquisadores do Instituto Militar de Pesquisa Médica de Doenças Infecciosas dos Estados Unidos descobriu que a injeção desses oligômeros para atacar os genes virais evitava a morte dos símios nos quais foi aplicado o tratamento.

Os animais ficaram protegidos de uma eventual infecção inclusive se o tratamento fosse fornecido uma hora após sua exposição ao vírus, o que indica o potencial dessa substância como tratamento de emergência.

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