A dieta do petróleo

Como o metabolismo de bactérias devoradoras de petróleo quebra a substância? Como sobrevivem quando não há petróleo disponível?

The New York Times |

A mais estudada dessas bactérias em formato de haste, a Alcanivorax borkumensi s, foi identificada pela primeira vez em 1998, perto da ilha de Borkum, no Mar do Norte. Ela possui várias enzimas que quebram uma variedade dos componentes do petróleo cru, chamados de alcanos.

O processo transforma essas grandes moléculas de hidrocarbonetos em componentes menores, produzindo energia e carbono. A bactéria também pode usar alguns outros compostos orgânicos encontrados no petróleo. Descobriu-se que certos subgrupos do organismo produzem uma classe anteriormente desconhecida de lipídeos de glicose, que reduzem a tensão de superfície da água, e a maior parte de sua ação de degradação ocorre onde o petróleo encontra a água.

A bactéria é bem disseminada e pode ser encontrada, em concentrações quase imperceptíveis, onde haja até mesmo uma fina película de petróleo no oceano – um fenômeno comum resultante de depósitos naturais de petróleo, além de vazamentos.

Quando existe uma grande quantidade de petróleo, a Alcanivorax borkumensis rapidamente se torna o microorganismo dominante e floresce na contaminação. Diz-se que a espécie possui uma vantagem competitiva sobre outras bactérias, pois sua multiplicidade de enzimas faz com que ela consiga utilizar muitos dos componentes do petróleo cru.

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