A arte de construir máquinas genéticas

Estudantes de graduação de todo o mundo criam sistemas biológicos para competir em torneio internacional

Alessandro Greco, especial para o iG |

Equipe iGEM da Universidade de Cambridge 2010
Lâmpadas iluminadas por bactérias, projeto do grupo de Cambridge no iGEM 2010
Em janeiro de 2003, um grupo de estudantes de graduação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT na sigla em inglês) passou um mês das férias de verão montando um sistema biológico que fizesse células brilharem.

Nascia ali o embrião da International Genetically Modified Machine (iGEM), competição internacional para estudantes de graduação na área de biologia sintética. Sete anos depois, em 2010, a competição se tornou um evento mundial.

No início do verão no hemisfério norte, os estudantes de graduação receberam um kit com partes biológicas do Registry of Standard Biological Parts, uma coleção de partes genéticas que podem ser misturadas e conectadas para construir novos sistemas biológicos.

Trabalhando no laboratório de suas escolas, eles usam o kit e partes genéticas que desenvolvem para criar sistemas biológicos e fazê-los funcionar.

Um exemplo de criação é a lâmpada sem fio feita com bactéria bioluminescente [que brilha] da equipe da Universidade de Cambridge, que concorre na competição deste ano. Os jovens basicamente pegaram um DNA que continha o gene que brilha da bactéria Vibrio fischeri e modificaram-no para que brilhasse continuamente na presença de oxigênio. Com o gene pronto faltava apenas o bulbo da lâmpada. Os estudantes não tiveram dúvida: compraram um na eBay. Entre 5 e 8 de novembro, 180 equipes de todo mundo irão se encontrar no MIT para mostrar seus projetos e um júri irá eleger os melhores do ano.

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