Estudiosos da Universidade de Cincinnati estão desenvolvendo dispositivos de rastreamento de metais, água e energia para facilitar missões de militares

Universidade americana está desenvolvendo armaduras e dispositivos tecnológicos semelhantes aos do Homem de Ferro
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Universidade americana está desenvolvendo armaduras e dispositivos tecnológicos semelhantes aos do Homem de Ferro

O Laboratório de Pesquisa da Forças Aérea dos Estados Unidos está trabalhando em parceria com engenheiros da Universidade de Cincinnati (UC) para desenvolver uma espécie de armadura tecnológica, como a utilizada na superprodução norte-americana "Homem de Ferro". Segundo os estudiosos, a roupa permitirá o armazenamento de energia em nanotubos de carbono, facilitando a mobilidade de militares, que não precisarão mais carregar baterias pesadas em suas missões. As informações são do Daily Mail .

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A equipe de pesquisa explicou que, com a nova tecnologia, poderá não só desenvolver a famosa armadura do " Homem de Ferro ", como também revolucionar o funcionamento de aviões de guerra. O grupo afirmou que, por meio dos dispositivos que aparentam tecidos finos, os militares contarão com um mecanismo eficaz de rastreamento de metais, água e energia.

Funcionamento das armaduras "reais" do Homem de Ferro

Por meio de um estudo, pesquisadores e engenheiros expuseram que os nanotubos são ‘cultivados’ em placas de silício de tamanho padrão em uma câmara de vácuo, processo nomeado de deposição de vapor químico. Desse modo, eles esticam as fibras sobre um carretel industrial no laboratório, transformando a minúscula folha de carbono em um fio semelhante à seda produzida pelas aranhas.

Assim, com o desenvolvimento do tecido extremante leve , pode ocorrer a substituição de baterias pesadas, que geralmente são responsáveis por manter o equipamento usados por soldados funcionando.

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"O dispositivo será exatamente como um tecido. A redução do peso será essencial para a agilidade dos militares, além de auxiliar em outros fatores. Essa tecnologia será uma grande vantagem para eles durante as missões”, disse o professor da UC e coautor do estudo, Vesselin Shanov.  

A equipe de pesquisa alegou que tantos benefícios gerados pelo dispositivo carregam também um preço elevado, e que, por isso, não serão produzidos em uma quantidade grande por enquanto.

“Estamos trabalhando com clientes que se importam mais com desempenho do que com custo. Mas, assim que a síntese for aperfeiçoada, a escala de produção será expandida e o custo diminuído”, acrescentou o estudante e integrante do grupo, Mark Haase.

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O grupo de estudo informou que produzirá aproximadamente 45 metros de fio de nanotubo de carbono para testes, e que uma série de experimentos está sendo feito com um robô autônomo chamado ARES, com o intuito de decodificar como estabilizar a produção em massa de nanotubos de carbono.  

A Faculdade de Engenharia e Ciências Aplicadas da UC também faz parte da produção das ‘armaduras’ do Homem de Ferro e de outras tecnologias devido a um acordo de cinco anos firmado com o Laboratório de Pesquisa da Força Aérea Estadunidense. 

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