Estudo da Nasa mostra que planeta Terra está cada vez mais distante do Sol

Segundo pesquisadores, quando o Sol morrer, se transformará em um gigante vermelho, envolvendo a Terra em fogo e afastando-a 240 mil quilômetros
Foto: Reprodução/Nasa
Segundo a Nasa, o fenômeno está acontecendo extremamente devagar, a uma taxa de 1,5 centímetros por ano

De acordo com um estudo recente elaborado pela Agência Espacial Americana (Nasa), à medida em que o Sol envelhece e expande a massa, o  esforço gravitacional que exerce sobre seus planetas perde forças. Ou seja, as órbitas desses mundos expandem-se lentamente ao longo do tempo, fazendo com que o "astro-rei" perca o controle sobre a Terra devido ao vento solar.

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Porém, será que isso significa que a Terra poderá imergir na escuridão do vazio entre as estrelas? Segundo os pesquisadores da Nasa , não devemos entrar em pânico, já que o fenômeno está acontecendo extremamente devagar, a uma taxa de 1,5 centímetros por ano. Além disso, ressaltam que a Terra está a, aproximadamente, 150 milhões de quilômetros do Sol.

A pesquisa e suas descobertas

O estudo mostra que, em cerca de cinco bilhões de anos, no momento em que o Sol morrer, se ampliará e se transformará em um gigante vermelho, envolvendo o planeta Terra em fogo, afastando-o 240 mil quilômetros, ou 0,1% de distância do mesmo.

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Esses números são estimativas aproximadas, uma vez que a taxa de perda de massa da estrela central muda ao longo de sua "vida útil", de 10 bilhões de anos. É importante mencionar que, para a realização do relatório, o autor Antonio Genova, que atualmente trabalha no Centro de Voo Espacial Goddard, e sua equipe usaram dados da sonda Messenger da Nasa, medindo o efeito sobre Mercúrio, que é o planeta mais próximo do Sol.

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O coautor da pesquisa e geofísico da Goddard Space Flight Center da Nasa, Erwan Mazarico, disse ao jornal Metro que “eles estão aprendendo a lidar com essas questões de longa data, e de extrema importância tanto para a física quanto para a ciência”. Para isso, estão utilizando uma abordagem de ciência planetária, a fim de gerar uma maior confiança acerca de perspectivas diferentes sobre a interação entre o Sol e os planetas.

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