Exames em Oxford identificaram que o osso é do século quatro, data que coincide com a possível morte do Santo Nicolau, que inspirou o mito natalino

O osso seria correspondente à pélvis do Santo Nicolau, que deu origem ao mito natalino do Papai Noel
Reprodução/T. Higham & G. Kazan via BBC
O osso seria correspondente à pélvis do Santo Nicolau, que deu origem ao mito natalino do Papai Noel


Cientistas da Universidade de Oxford testaram o fragmento de um osso que poderia ser atribuído ao Santo Nicolau – que inspirou o mito do Papai Noel – e fizeram uma descoberta surpreendente. De acordo com os experimentos de datação por radiocarbono, o pedaço do esqueleto é do século quatro, o que corresponde com a suposta data da morte do Santo, em 343 d.C, na região da Turquia.

Leia também: Cientistas revelam o primeiro ancestral humano na África após 20 anos de estudo

De acordo com a BBC , a data pode ser confirmada com precisão, porém, o teste não é capaz de confirmar a identidade do dono do osso. Além disso, a popularidade de Santo Nicolau, devido a sua relação com o Papai Noel , já foi responsável pelo surgimento de diversos possíveis fragmentos do corpo do Santo. O que deixa muitas dúvidas quanto à autenticidade dos materiais encontrados.

Para o professor Tom Higham, diretor do Centro de Estudos Avançados da Universidade Keble, é muito improvável que tantas relíquias sejam realmente do Santo. Elas costumam ser apenas invenções. “Por outro lado, esse fragmento de osso sugere que nós podemos estar olhando para os restos do Santo Nicolau”, disse.

Leia também: Confundida com lata, lagosta é encontrada com "tatuagem" da Pepsi e gera alerta

Novos testes 

Agora os cientistas querem usar exames de DNA para catalogar quantas das relíquias espalhadas pelo mundo pertencem a uma única pessoa. Além disso, eles pretender analisar se algum dos fragmentos possui o mesmo material genético do osso da pélvis testado em Oxford.

Um dos “quebra-cabeças” mais interessante é uma coleção de possíveis restos do Santo, localizada em uma igreja em Bari, na Itália, que não conta com todos os ossos da pélvis. Com a possibilidade de encontrar as partes correspondentes, comparar o fragmento de Oxford com esta ossada é o maior interesse dos cientistas que estão liderando a pesquisa.

Para o doutor Georges Kazan, co-diretor do centro na Universidade de Keble, “é animador pensar que estas relíquias , que datam de um período tão distante, podem realmente ser genuínas”.

Leia também: Cientistas brasileiros encontram mais de 300 ovos de dinossauros na China

O professor Higham pediu cautela ao analisar o caso. “A ciência não é capaz de definitivamente provar que o osso é [do suposto Papai Noel], ela só pode provar que ele não é”.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.