Pesquisadores da agência espacial fazem estudo no deserto de Atacama, no Chile, para avaliar possibilidade de vida no planeta

Cientistas irão ao deserto de Atacama nos próximos quatro anos para estuda viabilidade do projeto
Divulgação/Nasa - 26.02.2016
Cientistas irão ao deserto de Atacama nos próximos quatro anos para estuda viabilidade do projeto

Os cientistas da Nasa, agência espacial norte-americana, estão explorando o deserto de Atacama, no Chile – considerado o lugar mais seco da Terra –, para estudar como seria a vida em Marte, já que o planeta vermelho possui condições parecidas com o local.

Segundo os pesquisadores, a vida no deserto, um ambiente com pouquíssima água e intensa radiação ultravioleta, seria apenas de colônias de micróbios em rochas subterrâneas. O tempo frio e seco em Marte também abre a possibilidade de evidência de vida abaixo da superfície. Mas até os seres humanos conseguirem chegar ao planeta vermelho, de acordo com a agência, conseguir essas amostras demandará uma certa dificuldade e será preciso perfurar buracos e controlar a operação com um robô. 

E esse é o projeto da Nasa, que acaba de concluir sua primeira missão após um mês de trabalho de campo no deserto de Atacama. Apesar de a região ser consideravelmente mais quente do que Marte, o tempo extremamente seco é muito semelhante ao do planeta vermelho. Os cientistas estão fazendo testes de perfurações no local e estudam os limites da vida, o que pode ajudar no futuro em uma ida a Marte.

Mais de 20 cientistas dos Estados Unidos, Chile, Espanha e França acampam no deserto em meio ao calor extremo para realizar os estudos. O trabalho está sendo realizado principalmente na Estação Yungay, de propriedade da Universidade de Antofagasta, no Chile. Sob difíceis condições ambientais, engenheiros e pesquisadores tiveram sucesso ao usar o braço de um robô para adquirir amostras subterrâneas. 

Ao longo dos próximos quatro anos, a Nasa voltará ao Atacama para avaliar a viabilidade do projeto, com o objetivo de procurar mais evidências de vida em Marte. 

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