Justiça permite uso de embriões congelados de marido morto

Por Ansa |

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Embriões estavam congelados há 19 anos; hospital e primeira instância da Justiça italiana haviam negado o pedido

O Tribunal Civil de Bolonha, na Itália, permitiu que uma mulher utilizasse embriões congelados há 19 anos, mesmo que seu marido tenha morrido em 2011. A decisão foi tomada em segunda instância, já que na primeira, a Justiça havia impedido a realização do procedimento.

Embriões estavam há 19 anos congelados
cortesia do Nikon Small World
Embriões estavam há 19 anos congelados

Segundo informações obtidas pela ANSA, a mulher de 50 anos e seu marido fizeram a fecundação assistida em 1996, antes da nova Lei 40, e os embriões estavam conservados até os dias de hoje. A nova legislação, aprovada em 2004, veta o congelamento no caso de mulheres saudáveis e também regulamenta os procedimentos realizados antes da data, caso do casal.

Para os juízes, "no caso de embriões conservados, mas não abandonados, a mulher sempre terá o direito de obter a transferência". O casal estava tentando engravidar desde 1998 e as tentativas naqueles anos não tiveram sucesso. Por isso, oito foram congelados com o consentimento dos dois. Porém, logo após as tentativas, o homem sofreu com uma doença muito grave e impediu que ambos tivessem um filho.

Com a morte do marido em 2011, ela voltou para o centro médico querendo a gravidez. Mas, a direção do hospital negou a possibilidade – mantendo os embriões vivos. Em fevereiro de 2013, o recurso da mulher foi rejeitado, mas ela foi para uma instância maior.

Leia mais: Após perder filho, casal seleciona embrião 'sem risco' genético de câncer

Com a nova decisão, os juízes afirmaram que essa é "uma manifestação de vontade idônea" e que, pela idade avançada dela, é preciso que seja feita uma "intervenção de urgência", já que ela "não pode esperar o êxito de um procedimento civil por causa de sua longa duração".

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