Voo da Nasa é adiado para sexta-feira (5)

Por Reuters |

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Cápsula espacial da Nasa chamada Orion faria teste ao redor da Terra, mas registrou um problema técnico com seu foguete

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O lançamento da nova cápsula espacial da Nasa, chamada Orion, para um voo de teste ao redor da Terra foi adiado nesta quinta-feira (4) devido a um problema técnico de última hora com seu foguete, informou a Agência Espacial Norte-Americana.

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O foguete Delta IV transportando a espaçonave Orion na plataforma de lançamento na Flórida, EUA


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A United Launch Alliance, uma parceria entre Lockheed Martin e Boeing que constrói e opera o foguete Delta 4, planeja tentar novamente fazer o lançamento na sexta-feira. Ventos fortes no local de lançamento adiaram o procedimento por mais de uma hora nesta quinta de manhã.

A contagem regressiva foi reiniciada depois que o clima melhorou, mas foi interrompida novamente quando duas válvulas do foguete aparentemente falharam cerca de três minutos antes do lançamento. Como o problema não foi resolvido durante a janela de duas horas e meia para o lançamento nesta quinta, o voo de teste da Orion foi adiado.

"Apesar das bravas tentativas das equipes de lançamento e dos gerentes da missão... nós basicamente ficamos sem tempo na tentativa de solucionar o último dos problemas", disse o analista de lançamento da Nasa, Michael Curie.

Para sua estreia em órbita, a Orion, que vai decolar sem tripulação, deverá subir até 5.800 quilômetros da Terra, de modo que possa voltar à atmosfera a uma velocidade de cerca de 32.000 km/h.

A queda de volta no Oceano Pacífico deve ocorrer cerca de quatro horas e meia após o lançamento. Eventualmente, a Nasa planeja usar cápsulas Orion para levar astronautas para Marte.

A Nasa já gastou mais de 9 bilhões de dólares no desenvolvimento da Orion, que vai fazer um segundo voo de teste sem tripulação em aproximadamente quatro anos. A terceira missão, esperada para em torno de 2021, irá incluir dois astronautas em um voo que vai enviar a cápsula em uma órbita alta ao redor da lua.

Desde o fim do programa lunar Apollo, em 1972, os Estados Unidos e os outros países com missões espaciais só enviaram tripulações para órbitas que estão a algumas centenas de quilômetros da Terra.

"Este voo é um grande passo em direção ao cumprimento da promessa que fizemos ao povo norte-americano quando nós aposentamos o ônibus espacial, que iríamos pegar esse dinheiro e construir alguns veículos incríveis que podem fazer coisas incríveis", disse o astronauta Rex Walheim.

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