Arqueólogos descobrem cemitério de cães astecas sob prédio no México

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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É a primeira vez que grupo de animais enterrado junto é descoberto. Cachorros eram sagrados para a civilização

Arqueologistas anunciaram a descoberta de “um excepcional” sítio arqueológico sob um prédio na Cidade do México, onde foram encontrados os restos mortais de 12 cães, animais que tiveram um grande significado religioso e simbólico para o povo asteca do México Central.

Restos mortais: Arqueólogos descobrem no México esqueletos de 800 anos

AP
Instituto Nacional de Antropologia e História do México(INAH) mostra esqueletos de cães, provavelmente astecas, encontrados sob prédio, na Cidade do México



Período asteca: Arqueólogos encontram esculturas no México

Os restos mortais dos cães foram encontrados acompanhados de esqueletos humanos e de ofertas, dizem os especialistas do Instituto de Antropologia e História do México (INAH). Esta é a primeira vez que um grupo de cães é encontrado junto, enterrado em um único local.

“Isso é definitivamente um achado especial por causa do número de cães e porque nós não encontramos nenhuma conexão com o prédio ou com o falecido”, disse o arqueologista Rocio Morales Sanchez.

Os astecas acreditavam que os cães poderiam conduzir as almas humanas às suas novas vidas após a morte na Terra, e poderiam guardar pirâmides e outros monumentos, quando enterrados sob eles.

Os cães foram enterrados ao redor de um mesmo local em uma cova pequena, entre 1.350 e 1.520 A. D., época do apogeu do império asteca. O time de arqueólogos determinou que além dos cachorros, objetos de cerâmica e outros itens foram encontrados próximos dos animais, sob o populoso prédio no bairro Aztacapozalco, na Cidade do México, segundo Sanchez.

Michael E. Smith, professor de antropologia na Universidade do Estado do Arizona, que não está envolvido no projeto, disse que a descoberta é importante por ser a primeira desse gênero.

“Essa não é a primeira descoberta de restos de cães enterrados, mas é a primeira onde há um grande número de animais cuidadosamente enterrados juntos, em um cenário que parece ser um cemitério”, explicou Smith.

Sanchez terá de cavar mais fundo para ver se há outros itens que podem ajudá-los a descobrir o porquê dos animais terem sido enterrados naquela area. Smith disse que será importante ver os resultados dessas análises.

“Esse trabalho irá nos dizer a raça desses cães e como eles foram mortos”, disse. “O significado total dessa descoberta raramente é óbvio no momento da escavação. A análise vai dizer toda a história”.

O arqueologista Antonio Zamora, que trabalha no local da escavação, disse que uma biologista analisou os cães e afirmou: eles têm porte médio e conjuntos completos de dentes, como os cachorros atuais.

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