Satélite europeu tem 'câmera mais poderosa da história'; assista

Por BBC Brasil |

compartilhe

Tamanho do texto

Com capacidade de tirar foto de fio de cabelo a milhares de km, Gaia produzirá imagem em 3D da Via Láctea

BBC

Orçado em 740 milhões de euros, o satélite Gaia decolou da Guiana Francesa com o objetivo de produzir a primeira imagem realista, em 3D, de como a nossa Via Láctea é construída.

Conheça a home do Último Segundo

A sensibilidade notável do Gaia - uma das missões espaciais mais ambiciosos da história, lançada pela Agência Espacial Europeia - permitirá ainda a detecção de muitos milhares de corpos celestes jamais vistos antes, incluindo novos planetas e asteroides. Gaia está em desenvolvimento há mais de 20 anos.

Assista ao vídeo:

No coração do telescópio transportado pelo satélite há uma câmera. O aparato é sensível o suficiente para detectar estrelas que estão a trilhões de quilômetros de distância.

Leia também:
Estudos dizem que existem 17 bilhões de 'Terras' na Via Láctea

Via Láctea tem bilhões de planetas supostamente habitáveis

Ao revisar repetidamente suas metas ao longo de cinco anos, o satélite deverá conhecer as coordenadas das estrelas mais brilhantes com uma margem de erro mínima, de apenas sete microssegundos de arco.

"Esse ângulo é equivalente ao tamanho de uma moeda na Lua vista da Terra", explica o professor Alvaro Gimenez, diretor de ciência da Agência.

Evolução da Via Láctea

Os sensores da câmera também têm diferentes cores e detectam distintos tipos de luz. Trata-se da "câmera mais poderosa já construída", diz a Agência Espacial Europeia. Poderia tirar uma foto de um fio de cabelo humano a milhares de quilômetros de distância.

No espaço, a função do equipamento será medir o tamanho, a luminosidade e a posição de mais de um bilhão de estrelas, algo útil para que se saiba como a Via Láctea evolui.

Gaia vai identificar estrelas semelhantes ao Sol e outras que estão explodindo, as supernovas. Buscará também buracos negros, encontrar elementos jamais imaginados antes por cientistas e, possivelmente, descobrir que a forma da Via Láctea é diferente da que vemos e da que conhecemos nos livros de ciência.

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas