Falha lançamento de satélite brasileiro produzido em parceria com a China

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Investimento brasileiro no projeto foi de R$ 300 milhões. Problema em veículo lançador provocou queda do satélite

Falhou o lançamento do satélite brasileiro CBERS-3, produzido em parceria com a China, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O satélite foi lançado pelo veículo chinês Longa Marcha 4B, do Centro de Lançamentos de Satélites de Taiyuan, na China, a 1h26 desta segunda-feira (9), no horário de Brasília. O investimento brasileiro na construção do Cbers 3 foi de R$ 300 milhões.

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Com três anos de atraso: Brasil lançará satélite em parceria com a China

Brasil investiu R$ 300 milhões no projeto em parceria com a China

Divulgação
O foguete chinês Chang Zeng 4B, que lançou o satélite sino-brasileiro ao espaço

Houve uma falha de funcionamento do veículo lançador durante o voo e o satélite voltou à superfície terrestre. Segundo o Inpe, os engenheiros chineses responsáveis pela construção do veículo avaliam as causas do problema.

O foguete Longa Marcha 4B deveria viajar durante 12 minutos e ao atingir a altitude de 780 km iniciaria procedimentos para estabilização de órbita, segundo a Agência Brasil.

Os ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Antonio Raupp, e das Comunicações, Paulo Bernardo acompanharam o lançamento.

O CBERS 3 seria o quarto satélite do programa sino-brasileiro a entrar em órbita. Construído pelo Inpe e pela Academia Chinesa de Tecnologia Espacial, ele retomaria a transmissão de imagens enviadas anteriormente pelo Cbers-2B, que deixou de funcionar em 2010. Antes, o Cbers-1 e o Cbers-2 tinham sido enviados por Brasil e China em 1999 e 2003, respectivamente. Brasil e China planejam agora antecipar montagem e lançamento do CBERS-4. 

O programa Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS, na sigla em inglês) gera imagens da superfície do território brasileiro para uma série de aplicações que incluem zoneamento agrícola, monitoramento de desastres naturais e acompanhamento de alterações da cobertura vegetal - com monitoramento da região amazônica.


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