Universidades britânicas mataram 1,3 milhão de animais em pesquisas em um ano

Por iG São Paulo |

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Entre os animais mortos estão ratos, peixes, cachorros e emas; levantamento provocou indignação em ONGs

Um levantamento feito por estudantes através da Lei de Informação do Reino Unido descobriu que as universidades do país mataram 1,3 milhão de animais no período de um ano para a realização de pesquisas médicas e veterinárias, segundo informações do jornal Daily Mail.

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Segundo pesquisa, quase 1 milhão de ratos foram mortos

De acordo com a publicação, dentre os animais mortos por universidades britânicas e institutos de pesquisa estavam 978.259 ratos, 124 macacos, 10 cachorros e seis emas. A Universidade de Edinburgo aparece no topo desta lista, com 226.341 animais mortos, seguida pela Oxford e Cambridge.

Cerca de 226 mil peixes, 50 mil sapos e 4.250 pássaros foram mortos em aulas de dissecação - comparado a 40.248 animais mortos para pesquisas do Instituto do Câncer anualmente.

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A solicitação dos dados foi encaminhada a 132 universidades e institutos de pesquisa, mas somente 44 responderam. As informações são referentes ao período entre julho de 2012 e julho de 2013.

A notícia provocou indignação entre entidades de proteção dos animais, incluindo o grupo Peta que afirmou que a pesquisa que maltrata animais é desnecessária. "O desenvolvimento de métodos que não prejudicam animais e podem prever o que acontece em seres humanos se utiliza de uma tecnologia de ponta excelente, progressiva e efetiva. A menos que queiram ser deixados para trás pela ciência, essas universidades precisam adotar as soluções tecnológicas atuais."

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Mas uma associação britânica de pesquisas médicas rebateu as críticas de que as pesquisas realizadas com animais não sejam fundamentais. "Nossos pesquisadores usam animais somente quando estão convencidos de que não há uma outra alternativa viável (...) que o benefício vindo desses projetos compensam o impacto que o experimento em animais causa e que todos os animais em laboratórios sejam tratados da forma mais respeitosa e humana possível", disse Sharmila Nebhrajani, diretora da Association of Medical Research Charities.

Recentemente, no Brasil, o uso de animais em testes e laboratórios foi tema central de polêmicas depois que ativistas de direitos dos animais resgataram cães do laboratório Instituto Royal, em São Roque, interior de São Paulo.

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