'Cometa do século' pode decepcionar, afirmam astrônomos

Por iG São Paulo |

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Os cometas podem se desintegrar ou perder o brilho quando passam muito próximos do Sol

Nasa
Na sua trajetória, o Cometa ISON perdeu muito brilho e pode não estrelar um espetáculo em novembro, como os astrônomos previam

O cometa ISON, que os astrônomos estavam esperando que fosse o cometa do século, está mais perto de ser uma decepção do que o espetáculo prometido em novembro. Astrônomos anunciaram na segunda-feira (19) que o cometa, que ficou escondido durante dois meses e meio na sua trajetória no lado oculto do Sol, reapareceu e mostrou que seu brilho está seis vezes mais fraco do que o habitual.

Diante disso, a esperança dos astrônomos de que o ISON seria um dos maiores espetáculos celestes e que seria visto a olho nu até mesmo durante o dia foi por água abaixo.

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O cometa estava sendo esperado como um grande fenômeno por conta do seu brilho. A expectativa é que ele seria tão brilhante quanto a Lua cheia no céu.

O motivo do brilho estar menor atualmente está ligado ao fato de que como provavelmente o cometa é pequeno, perdeu gelo durante sua aproximação com o Sol. Isso é comum com cometas recém-chegados ao Sistema Solar, como é o caso do ISON.

Os cometas são corpos celestes inconstantes e imprevisíveis. Por serem compostos de um núcleo coberto de gelo, correm o risco de se desintegrar quando se aproximam muito do Sol. No entanto, quando eles têm um núcleo muito grande e orbitaram várias vezes ao redor do Sol, tendem a aparecer mais brilhantes e com caudas longas, já que o gelo derretido é o que forma sua cauda. Os que têm núcleos menores, porém, tendem a se desintegrar.

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