Novos estudos sugerem uma associação entre Adão e Eva

Por The New York Times |

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Estudo revela que o Adão cromossomial-Y viveu na África entre 120 mil e 200 mil anos atrás

Chris Gash/The New York Times
Dois estudos descobriram que o Adão cromossomial-Y e a Eva Mitocondrial podem ter vivido ao mesmo tempo e na mesma região


Essa época talvez não tenha sido um paraíso. Entretanto, dois estudos recentes sugerem que o ancestral masculino comum mais recente do Homo sapiens, o Adão cromossomial-Y, e ancestral feminino comum mais recente, a Eva mitocondrial, talvez tenham vivido na mesma época e aproximadamente na mesma região.

Durante anos, os cientistas acreditaram que a Eva mitocondrial surgiu centenas de milhares de anos antes de seu semelhante masculino. Na década de 80, cientistas estabeleceram, realizando o mapeamento da evolução do DNA mitocondrial – que é transmitido da mãe para os filhos - que a Eva mitocondrial viveu há aproximadamente 200 mil anos, provavelmente na África. Estudos semelhantes descobriram que o Adão cromossomial-Y, cujo cromossomo y é compartilhado por todos os homens atuais, viveu há apenas 100 mil anos.

Por meio do sequenciamento dos cromossomos Y de homens que habitam diversas partes do mundo, duas equipes de cientistas agora descobriram milhares de variações antes desconhecidas do cromossomo Y, as quais lhes permitiram estabelecer um relógio molecular mais confiável, afirmam os pesquisadores.

Os estudos foram publicados na revista Science e estabelecem que o Adão cromossomial-Y viveu na África entre 120 mil e 200 mil anos atrás. Um dos estudos realizou uma análise semelhante do DNA mitocondrial dos homens participantes, que sugere que a Eva mitocondrial viveu entre 99 mil e 148 mil anos atrás.

Apesar das comparações com a história bíblica, é importante notar que nem todo o material genético provém desses dois ancestrais, os quais provavelmente nunca se encontraram, afirmou Carlos D. Bustamante, geneticista da Faculdade de Medicina da Universidade Stanford e um dos autores de um dos estudos.

"Muitos homens e mulheres viviam nessa mesma época", afirmou Bustamante. "O restante do genoma tem origem em milhares de outros ancestrais."

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