Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO) conseguiram obter imagens de um berçário de estrelas

BBC

Com a ajuda do chamado Very Large Telescope ("Telescópio Muito Grande", em tradução livre), que fica no Chile, os cientistas fizeram as fotos de uma região de formação estelar muito ativa na Grande Nuvem de Magalhães, uma das galáxias vizinhas à Via Láctea.

A Grande Nuvem de Magalhães fica a apenas 163 mil anos-luz de distância da Via Láctea. Pode parecer muito, mas é considerado muito próximo na escala cósmica.

A imagem nítida mostra duas nebulosas de gás brilhante, uma avermelhada e outra azul.

A nebulosa vermelha é composta principalmente de hidrogênio. Seu tom avermelhado se deve à presença de estrelas jovens com temperaturas de cerca de 25 mil graus celsius.

A radiação dessas estrelas leva à saída de elétrons dos átomos de hidrogênio. A ionização provoca o brilho característico, com essa cor.

Grandes estrelas jovens também produzem fortes ventos solares, levando gás superaquecido a se dispersar. Isso pode ser observado na nebulosa azul, onde uma estrela com altíssima temperatura aparece dentro de círculo de gás.

A estrela no centro destra nebulosa é muito mais quente do que as encontradas na vizinha vermelha. Acredita-se que sua temperatura chegue aos 50 mil graus.

“Ela (a estrela) ioniza o gás, forçando os elétrons para fora dos atomos, e os átomos então brilham em linhas espectrais (a manifestação visual, colorida, dessa ionização) . Isso significa que esta nebulosa é azul porque está emitindo a maior parte dessa radiação em algumas poucas linhas (espectrais)”, disse Jeremy Walsh, astrônomo do observatório.

Veja a galeria de fotos do espaço:

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