Estudo diz que os primatas conseguem se lembrar de eventos que aconteceram há anos

Chimpanzés surpreendem pesquisadores por ter memória longa
MPI f.Evolutionary Anthropology/Sonja Metzger
Chimpanzés surpreendem pesquisadores por ter memória longa

Chimpanzés e orangotangos conseguem se lembrar de eventos que aconteceram há anos, indica um novo estudo.

Os pesquisadores descobriram que os primatas são capazes de relembrar tanto onde procurar utensílios como também a localização deles, depois que já fizeram isso alguma vez. A capacidade de memorização deles vai de duas semanas até três anos.

A pesquisa mostra que seres humanos e seus primos primatas têm mais em comum em termos de memória do que se acreditava anteriormente, de acordo com os autores do estudo publicado nesta semana na edição atual do periódico Current Biology .

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"Nossos dados e outras novas evidências continuam desafiando a idéia de que animais estão estacionados no tempo ", disse Gema Martin-Ordas, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca.

"Nós demonstramos não só que os chimpanzés e orangotangos conseguem se lembrar de eventos que aconteceram há duas semanas ou há até três anos, mas também que eles podem se lembrar dos acontecimentos mesmo quando eles não precisam se recordar deles, em um momento posterior".

Orangotangos também têm capacidade de relembrar de coisas que aconteceram há três anos
EFE
Orangotangos também têm capacidade de relembrar de coisas que aconteceram há três anos


Os pesquisadores ficaram impressionados com a complexidade e velocidade da habilidade de memória demonstrada pelos chimpanzés e orangotangos.

"Fiquei surpresa ao descobrir não só que eles se lembravam do evento que aconteceu há três anos, mas também como fizeram isso tão rápido", disse Martin-Ordas.

"Eles precisaram de cinco segundos, em média, para encontrar os utensílios. Isso é muito revelador, pois mostra que eles não estavam apenas andando em todas as salas e de repente viram as caixas, e então procuraram os utensílios dentro delas. Muito provavelmente foi a memória que contribuiu para que eles encontrassem os utensílios diretamente".

Os resultados marcam o início de uma nova linha de pesquisa sobre memória de eventos passados ​​em animais, disse ela.

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