EUA iniciam aposentadoria de chimpanzés usados em pesquisas científicas

Por The New York Times |

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Apenas um pequeno grupo de 50 animais será mantido para estudos científicos nos Institutos Nacionais de Saúde

Claudia Rudolf von Rohr via The New York Times
Chimpanzés usados em pesquisas científicas serão aposentados nos EUA

Em mais um passo em direção ao fim da pesquisa biomédica em chimpanzés, os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos ( na sigla em inglês, NIH) anunciou na quarta-feira que vai iniciar o processo de “aposentadoria” da maioria dos animais, que serão levados para santuários de primatas. Apenas uma pequena parte será mantida para possíveis pesquisas futuras.

A decisão, que segue a recomendação de uma recomendação de um conselho consultivo da agência, não encerra a pesquisa biomédica em chimpanzés da NIH. Porém, pretende aposentar 310 animais nos próximos anos. Um grupo de até 50 animais será mantido em um local ainda a ser decidido, caso haja a necessidade de que os primatas sejam estudados em uma pesquisa para a saúde humana. Uma nova diretriz será usada para estas futuras pesquisas, assim como para o lugar onde os chimpanzés serão mantidos.

Os filhotes Patin, Emslee e Arielle, em New Iberia. Grupos de defesa dos animais consideram experiências com os macacos cruéis e desnecessárias. Foto: The New York TimesChimpanzé Marlon, de 10 anos, brinca em um jaula externo em um centro de pesquisa em New Iberia, Louisiana. Foto: The New York TimesO treinador Jeremy Breaux aplica uma injeção em um dos macacos do centro de New Iberia . Foto: The New York TimesJaulas externas dos chimpanzés no centro de pesquisas da Louisiana. Foto: The New York TimesChimpanzé segura grades de jaula enquanto aguarda sua vez para série de experimentos no maior centro de pesquisa médica da Europa, na Holanda. Foto: ReutersDe acordo com o estudo, machos influentes ou fêmeas idosas têm o papel de mediadores do grupo . Foto: Claudia Rudolf von Rohr via The New York TimesFilhote de chimpanzé nascido no dia 10 de março descansa com a mãe no zoológico de Bartislava. Foto: AFPChimpanzé usa martelo de madeira para quebrar nozes . Foto: MPI f.Evolutionary Anthropology/Sonja Metzger Chimpanzés em centro de reabilitação de primatas na África do Sul: animais com o mesmo padrão de felicidade de humanos. Foto: APUma foto tocante feita em 1964 mostrando a primatologista Jane Goodall e um filhote de chimpanzé chamado Flint em uma reserva da Tanzânia
. Foto: Hugo Van Lawick


A decisão do NIH já era aguardada e segue uma série de esforços para proteger os chimpanzés, tanto na natureza quanto em cativeiro. Há duas semanas o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos propôs que os chimpanzés em cativeiro fossem declarados ameaçados de extinção. A proposta prejudicaria laboratórios públicos ou privados de usarem os animais em pesquisas para testar drogas, por exemplo.

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“Chimpanzés são animais muito especiais”, disse o diretor do NIH, Francis S. Collins. “Eles são nossos parentes mais próximos. Acreditamos que eles mereçam nossa consideração especial".

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Kathleen Conlee, vice presidente de pesquisa animal da ONG The Humane Society, e que incentivou o NIH e outras agencias a mudarem suas regras, disse estar satisfeita com a decisão. "Este é um grande dia para os chimpanzés, e temos visto um número deles recentemente," disse.

Sarah Baeckler Davis, diretora executiva da North American Primate Sanctuary Alliance, disse que seus membros se compremeteram a fornecer espaço para qualquer chimpanzés aposentado do NIH . O grupo representa oito santuários nos EUA e Canadá.

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"Queremos torna o mais fácil possível para que o governo federal consiga dar a aposentadoria que estes chipanzés merecem”, disse.

Porém, a Texas Biomedical Research Institute, instituição que tem cerca de 90 chipanzés e que é sustentada pelo NIH, disse que 50 chimpanzés não são suficientes para que futuros estudos sejam mantidos.

"Esta enxugada arbitrária não é suficiente para permitir o rápido desenvolvimento de melhores prevenções ou a cura para a hepatite B e C, que matam um milhão de pessoas todos os anos", disse o instituto em um comunicado.

A decisão foi resultado de um processo que começou em 2010 quando Collins contratou o NIH para estudar a necessidade de chimpanzés em pesquisas biomédicas.

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