Equipamento vai estudar região onde são formados os ventos solares, que podem atingir a Terra e danificar aparelhos de telecomunicação

Imagem mostra foguete Pegasus momentos após ser lançado de avião sobre o Pacífico
AP Photo/NASA
Imagem mostra foguete Pegasus momentos após ser lançado de avião sobre o Pacífico

A Nasa lançou na noite desta quinta-feira (28) o satélite Iris (Interface Region Imaging Spectrograph) para uma missão que vai explorar uma região pouco estudada do Sol. A baixa atmosfera do Sol é a região onde se formam os ventos solares que, quando atingem a Terra, podem afetar satélites de telecomunicação. Com o maior entendimento desta região do Sol será possível prever o tempo e o trajeto dos ventos solares até a Terra.

Ao contrário de uma decolagem tradicional, o foguete Pegasus foi lançado a partir de um avião que decolou da Base Vandenberg na costa central da Califórnia. Quando o avião estava a 160 quilômetros da costa e a uma altitude de quase 12 mil metros, o foguete foi lançado para a subida de 13 minutos para o espaço.

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Os controladores da missão comemoraram depois de receberem a confirmação de que o satélite Íris havia se separado do foguete, como o planejado, e aberto os painéis solares, estando pronto para começar a missão que deve ter duração de dois anos.

Veja imagens de explosões solares:

O lançamento ocorreu sem problemas embora tenha tido alguns momentos de preocupação,  quando sinais de comunicações foram temporariamente perdidos.

"Esta é uma região muito difícil de entender e observar. Antes não tínhamos as capacidades técnicas que temos agora”, disse o cientista do programa Jeffrey Newmark.

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O custo da missão é relativamente baixo para os padrões da Nasa, cerca de 182 milhões de dólares. Os engenheiros da agencia espacial americana vão passar um mês certificando-se de que Iris está em perfeita condições, antes de ligar o satélite e iniciar as observações.

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