Cientistas encontram tumor em costela de Neandertal de 120 mil anos

Por NYT |

compartilhe

Tamanho do texto

Existência de câncer em fóssil tão antigo mostra que doença não é necessariamente um mal da vida moderna

NYT

Getty Images
Ilustração mostra clã de Neandertais: tumor comum em humanos foi encontrado em fóssil do hominídeo

Muitos consideram o câncer um mal do mundo moderno, mas uma descoberta em Krapina, na Croácia vai ajudar a derrubar este mito: pesquisadores encontraram um tumor ósseo em uma costela de um Neandertal de 120 mil anos de idade.

Antes do achado, a mais antiga prova deste tipo de câncer, conhecido como diplasia fibrosa, datava de 1000 a 4000 anos atrás.

Os cientistas afirmaram que o fóssil está incompleto, então não é possível determinar os efeitos do tumor no estado de saúde do indivíduo.

Entenda: Tumores pré-históricos geram debate sobre o câncer

"Sinais de câncer são extremamente raros no registro fóssil," disse David Frayer, da Universidade de Kansas, em um comunicado. "Este caso mostra que Neandertais, vivendo em um ambiente sem poluição, eram sujeitos ao mesmo câncer que seres humanos vivendo atualmente".

Em múmias:
Cientistas descobrem múmia de 2.200 anos que tinha câncer
Diagnosticada doença de múmia de 500 anos

A expectativa de vida da espécie de hominídeo era cerca de metade da de atuais habitantes de países desenvolvidos, e eles estavam expostos a condições ambientais completamente diversas, segundo os pesquisadores.

"Dados estes fatores, casos de doenças como câncer são raros em populações em condições pré-históricas," diz o pesquisador. "Dentro deste contexto, a identificação de uma costela de mais de 120 mil anos com um tumor é surpreendente e dá uma nova perspectiva histórica da ocorrência de câncer na espécie humana.

Leia tudo sobre: paleontologiafósilneandertalcâncerhominídeos

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas