Em julho de 2012, quase 50 anos depois da publicação dos trabalhos de Higgs, Englert e Brout, o Cern confirmou a existência dessa partícula

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Ilustração mostra colisão de prótons medida pelo CMS na busca do bóson de Higgs
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Ilustração mostra colisão de prótons medida pelo CMS na busca do bóson de Higgs

O físico britânico Peter Higgs e o belga François Englert, descobridores da partícula subatômica chamada bóson de Higgs --conhecida como "a partícula de Deus"-- ganharam nesta quarta-feira (29) o Prêmio Príncipe de Astúrias de Pesquisa Científica e Técnica, junto com a Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (Cern).

Confirmado: partícula descoberta no Cern em julho é o Bóson de Higgs

Higgs e Englert formularam de forma independente, em 1964, a existência da partícula que confere massa a toda a matéria, razão que motiva seu apelido "divino".

O júri reunido na cidade espanhola de Oviedo destacou que os trabalhos publicados paralelamente por Englert com Robert Brout (morto em 2011) e por Higgs proporcionaram um elemento crucial para completar o Modelo Padrão da física das partículas, "a tabela periódica do mundo subatômico e suas regras, que explicam o funcionamento do universo".

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Em julho de 2012, quase 50 anos depois da publicação dos trabalhos, o Cern confirmou a existência dessa partícula, graças a experiências feitas no seu acelerador de partículas LHC.

"O descobrimento do bóson de Higgs constitui um exemplo emblemático de como a Europa tem liderado um esforço coletivo para resolver um dos enigmas mais profundos da Física", acrescentou o júri.


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