Ossada de 'monstro' pré-histórico é achada em gaveta de museu

Por BBC | - Atualizada às

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Nova espécie de plesiossauro, um réptil marinho de mais de 100 milhões de anos, estava engavetada há um século sem ser estudado

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Paleontólogo diz que achado ajuda a descobrir mais sobre o período Cretáceo

Cientistas alemães divulgaram a descoberta de uma nova espécie de plesiossauro, animal pré-histórico da época dos dinossauros, cujo esqueleto estava há cem anos engavetado sem classificação.

O Museu de História de Natural de Berlim anunciou na última semana a descoberta da espécie de réptil marinho Gronausaurus wegneri, que habitava águas costeiras e deltas de rios há cerca de 137 milhões de anos, no período do Cretáceo Inferior.

Em entrevista à BBC Brasil, o paleontólogo Oliver Hampe, responsável pela descoberta, explicou não ser comum encontrar depósitos do Cretáceo Inferior pelo mundo, na comparação com o período Jurássico ou do Cretáceo Superior.

"Por isso, (a descoberta) faz aprendermos mais sobre a evolução no período, principalmente do grupo dos Plesiossauros."

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O "monstro" pré-histórico, como é chamado pelo museu, media entre 3 a 3,5 metros de comprimento, pequeno em relação a outros plesiossauros - que podiam chegar a ter até cerca de 20 metros de comprimento - e aos vizinhos mais famosos do período, os dinossauros - que por serem terrestres, pertencem a grupos diferentes.

Bom nadador, o Gronausaurus wegneri não possuíam braços ou pernas, sendo semelhantes ao 'primo'' Leptocleidus capensis, também da família de répteis aquáticos Leptocleididae.

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Ossos do Gronausaurus: Réptil de 3 a 3,5 metros era considerado pequeno

Fósseis em gavetas
Os ossos do plesiossauro foram encontrados em escavações na região da Renânia do Norte-Vestfália, na fronteira entre a Alemanha e os Países Baixos, em 1912, junto a outros fósseis. Entre eles, estava o Brancasaurus brancai, descoberto pelo paleontólogo Theodor Wegner, em 1914, que também registrou nos seus escritos a existência de um segundo esqueleto não-classificado.

Guardado pelo Museu Geológico da Universidade de Münster, o fóssil doGronausaurus wegneri só caiu nas mãos de Hampe no começo dos anos 2000, quando foi transferido para o Museu de História Natural de Berlim para pesquisa.

Paleontólogo Oliver Hampe diz que achado ajuda a descobrir mais sobre o período Cretáceo

"Entre o trabalho com esse material e outros projetos paralelos, foram cerca de dez anos para confirmar que era realmente uma nova espécie'', contou.

O fato de o esqueleto pré-histórico ficar engavetado por um século não é um acontecimento isolado e é possível que outras descobertas do tipo ainda sejam feitas.

"Isso é comum, na verdade. Quando o cientista vai a campo, ele geralmente encontra mais material do que é capaz de trabalhar e cuida primeiro daquele encontrado diretamente. O restante é armazenado para avaliação futura e pode ser esquecido", segundo Hampe.

O esqueleto do Gronausaurus wegneri pertence ao Museu Geológico da Universidade de Münster e ainda não há previsão para ser exibido ao público.

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