Obama lança iniciativa para estudo do cérebro humano

Por Reuters |

compartilhe

Tamanho do texto

Projeto BRAIN vai receber cerca de R$ 200 milhões do governo americano para mapear o cérebro e criar novos tratamentos para doenças neurológicas

Reuters

AP
Francis Collins, diretor do NIH, com Barack Obama, durante anúncio do BRAIN

A Casa Branca divulgou nesta terça-feira (2) uma nova iniciativa para o estudo do cérebro humano a fim de criar tratamentos eficazes contra o mal de Alzheimer e outros transtornos.

Entenda: Investigando os mistérios dos neurônios 

O programa, chamado de BRAIN (palavra que significa "cérebro", mas também é a sigla de Pesquisa Cerebral pelo Avanço de Neurotecnologias Inovadoras, em inglês), busca auxiliar pesquisadores a usar tecnologias que produzam "imagens dinâmicas" do cérebro, permitindo descobrir como as células cerebrais e os circuitos neurológicos interagem.

A iniciativa receberá uma verba de 100 milhões de dólares do orçamento para o ano fiscal de 2014, a ser oficialmente divulgado na semana que vem pela Casa Branca. O financiamento será dividido entre os Institutos Nacionais de Saúde (na sigla em inglês, NIH), a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada da Defesa (Darpa) e a Fundação Nacional de Ciência.

Em meio a um impasse com a oposição republicana a respeito de como reduzir o déficit, Obama tem argumentado que investimentos em áreas como educação, pesquisa e desenvolvimento são cruciais, algo que ele voltou a dizer ao apresentar o novo programa.

Leia também:
Cientista brasileiro conecta cérebro de ratos em continentes diferentes
Cientistas desenvolvem exame para mapeamento do cérebro
Aplicativo do iPad permite observar cérebro de Einstein
Pensamento é monitorado em tempo real “navegando” pelo cérebro de um peixe
Cientistas criam modelo que reproduz as conexões neurais de um rato 

"Há um enorme mistério esperando a ser destrinchado, e o BRAIN irá mudar isso ao dar aos cientistas as ferramentas das quais eles precisam para obter um quadro dinâmico do cérebro em ação e entender melhor como pensamos, como aprendemos e como podemos nos lembrar."

"Não podemos nos dar ao luxo de perder essas oportunidades enquanto o resto do mundo corre na frente. Temos de aproveitá-las. Não quero que as próximas descobertas que gerem empregos aconteçam na China, na Índia ou na Alemanha. Quero que elas aconteçam bem aqui", acrescentou.

A verba precisa de aprovação parlamentar, mas órgãos públicos têm certa autonomia para começar a trabalhar antecipadamente no programa, segundo um porta-voz da Casa Branca.

Leia tudo sobre: estados unidoscérebroneurociência

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas