Marinha lança concurso para nova estação na Antártida

Por Agência Estado |

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Instituto de Arquitetos do Brasil vai selecionar o melhor projeto para a reconstrução da Estação Antártica Comandante Ferraz, destruída em um incêndio há quase um ano

Agência Estado

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Divulgação
A Estação Antártica Comandante Ferraz antes do incêndio de fevereiro

A Marinha do Brasil e o Instituto de Arquitetos do Brasil lançaram nesta terça-feira (22) o concurso que vai selecionar o melhor projeto para reconstrução da estação científica brasileira na Antártida. Apesar dos prejuízos causados pelo incêndio de 25 de fevereiro de 2012, que destruiu a Estação Antártica Comandante Ferraz e deixou dois militares mortos, as pesquisas realizadas no continente não foram suspensas.

Atualmente, cerca de 200 cientistas brasileiros estão na Antártida realizando pesquisas durante este verão - 60 deles do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Antártico de Pesquisas Ambientais (INCT-APA). "Não estamos parados. Temos uma obrigação, perante a comunidade científica e o governo, de apresentar os resultados dos projetos que foram aprovados", afirmou a pesquisadora Yocie Yoneshigue, coordenadora do instituto.

Para evitar que as pesquisas sejam interrompidas durante a reconstrução da base brasileira, os cientistas contam com três embarcações da Marinha - um navio polar, um navio de apoio e um de socorro submarino - , além do apoio da marinha chilena e da estação argentina, a Base Câmara, localizada na Ilha Livingston, próxima à estação brasileira.

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De acordo com o Comandante da Marinha, o Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, trata-se da maior operação logística já feita pelo Brasil durante os 31 anos na Antártida. "Enquanto a nova estação não estiver pronta, nós vamos apresentar esses mesmos procedimentos que fizemos esse ano, com mais navios e o apoio de estações de países amigos, de maneira que não haja prejuízo para a pesquisa", afirmou.

Todos os equipamentos de pesquisa perdidos durante o incêndio - entre eles um aparelho usado para medir e fotografar organismos microscópicos, no valor de US$ 120 mil, que estava sendo usado pela primeira vez - já foram readquiridos por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). "Até o próximo verão, todos os instrumentos estarão instalados na Antártida", garantiu o Secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Mcti), Carlos Nobre.

O desmonte da estação terminou em 12 de janeiro, e no próximo mês chegarão à Antártida os módulos emergenciais para abrigar os 15 integrantes da Marinha que formarão o grupo base que vai permanecer na região durante o inverno. Como a reconstrução da base só será possível nos meses de verão, as obras terão início em novembro deste ano.

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