USP cria comissão para investigar denúncias de fraude em pesquisas

Por Agência Estado |

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Reitoria da universidade criou comissão de especialistas para investigar denúncias de fraude científica levantadas anonimamente contra diretor de instituto e seus alunos

Agência Estado

A reitoria da Universidade de São Paulo (USP) anunciou nesta quarta-feira (9) que foi criada uma "comissão de especialistas" para investigar as denúncias de fraude científica levantadas anonimamente contra o diretor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB), Rui Curi, e alguns de seus alunos.

Os membros da comissão já foram selecionados, mas a universidade não informou quem são nem quantos são. Um relatório com o resultado da investigação deverá ser apresentado à reitoria no prazo de 60 dias.

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Curi, que é diretor do ICB desde 2009 e tem mais de 500 trabalhos publicados, é acusado de publicar várias pesquisas com dados científicos incorretos e supostamente fraudados. Um dos trabalhos questionados, publicado em 2007 na revista Journal of Lipid Research (JLR), foi retratado (cancelado) pelos próprios autores no fim de dezembro, depois que as denúncias de fraude foram divulgadas no blog anônimo de um cientista americano, chamado Science Fraud.

Curi e os alunos envolvidos nas denúncias negam as acusações. "Não houve fraude e sim erros na montagem das figuras", afirma Curi, referindo-se às imagens de proteínas em gel que eram a base experimental do trabalho e teriam sido adulteradas para influenciar os resultados.

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) também vai investigar o caso. Segundo o pesquisador Paulo Beirão, coordenador da Comissão de Integridade na Atividade Científica do órgão, um técnico qualificado já foi incumbido de preparar um "dossiê" sobre as denúncias, que será submetido para apreciação na próxima reunião da comissão, prevista para ocorrer no fim de fevereiro ou início de março.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que também financia bolsas e pesquisas de alguns dos pesquisadores envolvidos, tem como regra aguardar um posicionamento da instituição acadêmica envolvida - neste caso, a USP - antes de tomar qualquer atitude nesse tipo de situação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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