Cientistas filmam pela primeira vez lula gigante no fundo do mar

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Projeto de TV japonesa e americana possibilitou imagens inéditas do invertebrado no fundo do mar

AP Photo/ NHK/NEP/Discovery Channel
Detalhe do invertebrado em imagem captada por câmeras especiais da NHK

Após anos de procura, cientistas afirmam ter conseguido pela primeira vez imagens em vídeo de uma lula gigantes, em seu habitat natural no fundo do mar.

O inveterbrado de três metros de comprimento foi filmado de um veículo submarino tripulado, durante uma série de mergulhos no Pacífico, no ano passado, em uma expedição patrocinada pela TV japonesa NHK, o canal americano Discovery Channel e o Museu Nacional de Natureza e Ciência do Japão.

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A NHK divulgou imagens do animal esta semana, antes de seu programa especial no domingo sobre a descoberta. O Discovery vai transmitir seu especial nos Estados Unidos no dia 27 de janeiro.

AP Photo/ NHK/NEP/Discovery Channel
Imagem cedida pela NHK mostra lula gigante nas profundezas do Pacífico

A lula, que não tem seus dois tentáculos mais longos, foi vista nas águas a leste da ilha de Chichi a cerca de mil quilômetros a sul de Tóquio, segundo a NHK. A equipe a seguiu até a profundidade de 900 metros. Pouco se sabe sobre o animal porque seu habitat dificulta as pesquisas dos cientistas, que também não sabem explicar a falta de seus tentáculos. Outros espécimes foram encontrados mortos em praias, mas nunca filmados em seu habitar, explicam os pesquisadores.

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O zoológo japonês Tsunemi Kubodera, que estava a bordo do submarino durante o encontro, conseguiu atrair a lula gigante com uma outra lula menor, de um metro de comprimento. Todas as luzes do veículo estavam desligadas enquanto esperavam. A uma profundidade de 640 metros, a lula gigante apareceu e envolveu seus tentáculos na isca, a comeu por 20 minutos e depois foi embora. "Foi possível gravar o momento em que a lula gigante ataca sua presa," disse Kubodera, que estuda o animal desde 2002. Outros cientistas envolvidos na expedição, que registrou 400 horas de mergulho, foram Edith Widder, dos Estados Unidos, e Steve O'Shea, da Nova Zelândia.

A NHL afirmou ter desenvolvido uma câmera especial em alta definição para o projeto, que funciona em grandes profundidades e usa um comprimento de onda de luz especial, invisível aos olhos da lula.

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Veja o vídeo:

                                                                                                                  
Segundo Kubodera, o que tornou o encontrou possível foi a união de pesquisa científica, tecnologia e a isca certa, e o projeto vai ajudar a entender melhor a fauna do oceano profundo. Depois de mais uma década mergulhando em busca da lula gigante, ele se deleitou com o momento em que se viu cara a cara com o animal. "Ela apareceu apenas uma vez, de 100 mergulhos. Então, em um relacionamento de dez anos em que procuro pelas lulas gigantes, dessa vez, foi ela que veio ao meu encontro," afirmou.

(Com informações da AP)

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