Anúncio de que cientistas do teriam observado partícula subatômica com características que explicariam a origem da massa no universo foi comparada a chegada do homem a Lua

O assunto científico mais comentado neste ano foi, sem dúvida, o Bóson de Higgs, ou a chamada “partícula de Deus”. A descoberta de uma nova partícula subatômica que se comporta como a partícula que explica a origem da massa no universo não só emocionou cientistas em todo o mundo como também caiu na boca do povo mesmo com a considerável complexidade do tema.

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Ilustração mostra colisão de prótons medida pelo CMS na busca do bóson de Higgs
AFP
Ilustração mostra colisão de prótons medida pelo CMS na busca do bóson de Higgs

A partícula, descoberta pelo Grande Colisor de Hádrons (LHC, da sigla em inglês), comprovaria o modelo teórico criado pelo físico britânico Peter Higgs , e publicado em 1964, que explica por que algumas partículas têm massa e outras não, uma etapa importante para entender a origem do Universo.

Entenda: Perguntas e respostas sobre o Bóson de Higgs

Em eleição realizada pelo periódico científico Science, o bóson de Higgs ficou como a descoberta do ano. Em enquete realizada pelo iG , 53% dos leitores (10.636) também escolheram o Bóson como o fato científico do ano, desbancando notícias como o salto estratosférico  e o pouso do Curiosity em Marte .

Para chegar a uma partícula com características semelhantes ao Bóson de Higgs foi preciso muita tecnologia, como grande acelerador de partículas do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), na Suíça, o mais potente do mundo, que colidir prótons consegue fazer descobertas sobre a origem do universo, por exemplo.

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"Ter uma teoria está bem, mas confirmá-la é mil vezes melhor", respondeu Pauline Gagnon, que comparou a descoberta do bóson com a confirmação de que a Terra é redonda, e com os primeiros passos do homem na Lua.

A ideia é que existe um "campo de Higgs" onde as partículas colidem permanentemente com Bósons de Higgs. Estas colisões freiam seu movimento, que fica mais lento, e lhe dão aparência de massa. O fenômeno foi comparado a um homem que tenta passar correndo em meio a uma multidão que detém sua corrida e o obriga a reduzir a velocidade.

Também se compara ao campo de Higgs com uma espécie de cola em meio do qual as partículas se encontrariam relativamente aderidas, o que seria percebido como uma massa.

Ao que nosso Universo se pareceria sem o Bóson de Higgs? Estaria morto, suas partículas não poderiam se unir para formar átomos e matéria, dizem os especialistas.

"Não haveria estrelas, nem o menor sinal de vida. O Higgs permite à Humanidade, pela primeira vez, perceber porque a natureza é como é", disse Themis Bowcock, da Universidade britânica de Liverpool.

Até o anúncio do CERN, este inatingível Bóson existia só em teoria e nas mentes dos físicos, desde as deduções de Higgs e seus colegas belgas Robert Brout e François Englert.

( Com informações da AFP

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