Astronautas decolam rumo à Estação Espacial Internacional

Tripulação vai comemorar as festas de fim de ano em órbita, deve realizar 150 experimentos cientificos e duas caminhadas espaciais. Trio vai ficar seis meses na ISS

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Soyuz decolou do cosmódromo russo de Baikonur, no Cazaquistão

A nave espacial Soyuz decolou nesta quarta-feira para a Estação Espacial Internacional (ISS) levando um russo, um norte-americano e um canadense, que deverão ficar seis meses em órbita.

A nave de fabricação russa Soyuz TMA-07M decolou no horário previsto, às 10h12 (horário de Brasília), do cosmódromo russo de Baikonur, no Cazaquistão.

"A tripulação está agora em segurança em órbita. Parabéns", disse o canal de televisão da agência espacial norte-americana Nasa, que transmitiu o lançamento.

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Na viagem de dois dias da tripulação à ISS, o canadense Chris Hadfield é acompanhado pelo astronauta norte-americano Tom Mashburn e pelo cosmonauta russo Roman Romanenko.

Eles vão se juntar ao norte-americano Kevin Ford e aos russos Oleg Novitsky e Yevgeny Tarelkin, que vêm tripulando o complexo de pesquisa de 100 bilhões de dólares de 15 países desde outubro.

Um palhaço de brinquedo de um popular programa de TV para crianças da era soviética, servindo como indicador de gravidade, começou a flutuar na cabine quando a sonda atingiu sua órbita preliminar nove minutos depois da decolagem.

"Estamos nos sentindo bem", disse a tripulação ao controle da missão, perto de Moscou.

Hadfield será o primeiro canadense a comandar a estação espacial quando Ford, Novitsky e Tarelkin completarem sua missão em março.

Hadfield disse que vai tocar uma guitarra feita no Canadá no espaço. Romanenko levou uma gaita de boca para dar apoio à "banda espacial" liderada pelo canadense.

O pai de Romanenko, Yuri, que voou para o espaço três vezes, tocou uma guitarra no espaço quando tripulou o complexo orbital soviético Mir por mais de 10 meses.

O acoplamento da nave está marcado para 21 de dezembro, a data interpretada por diferentes grupos como dia do fim do mundo, porque marca o encerramento de uma era em um calendário maia de 5.125 anos de idade.

"Se, apesar de todos os argumentos apresentados pelos cientistas, este ‘apocalipse' ainda acontecer, os tripulantes da ISS serão os únicos terráqueos sobreviventes", afirmou a agência espacial russa Roscosmmos em um comunicado de imprensa. "Felizmente, isso é apenas uma fantasia."

Pouco depois do acoplamento, a tripulação de seis homens vai comemorar as festas de fim de ano em órbita: Natal, Ano-Novo e, em seguida, o Natal ortodoxo.

Mas as festas serão seguidas por trabalho duro, que para a tripulação que chega irá incluir a descarga de várias naves de cargas que devem chegar à ISS, dois passeios espaciais e cerca de 150 experimentos científicos.

O programa espacial da Rússia sofreu uma série de retrocessos nos últimos meses, a maioria envolvendo missões não tripuladas tais como lançamentos de satélites.

Desde a aposentadoria de sua frota de ônibus espaciais no ano passado, os Estados Unidos têm dependido da nave espacial russa Soyuz de uso único, uma versão da nave Vostok que levou o primeiro cosmonauta, Yuri Gagarin, ao espaço, em 1961.

A Nasa, que supostamente paga à Rússia 60 milhões de dólares para cada astronauta levado para a ISS, está trabalhando com empresas privadas para desenvolver uma nave que deve ser capaz de fazer o trabalho até 2017.

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