Chuva de meteoros Geminídeos chega a seu ápice

Fenômeno ocorre todos os anos em dezembro, quando a Terra atravessa rastro de resíduos deixado por asteroide

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A chuva anual de meteoros Geminídeos chegou a seu ápice na noite de quinta-feira e manhã desta sexta, quando pôde ser vista no céu em horas e pontos diferentes nos hemisférios Norte e Sul.

Todos os anos, em dezembro, meteoros parecem irradiar a partir de um ponto próximo à estrela Castor, na constelação de Gêmeos.

Na madrugada, esse ponto podia ser visto a oeste e ao alto no hemisfério Norte, e na linha do horizonte no hemisfério Sul.

Muitos observadores dizem ter visto dezenas de "estrelas cadentes" por hora, algo facilitado pela escuridão do céu trazida pela fase de lua nova do ciclo lunar.

Resíduos rochosos
A chuva de meteoros ocorre cada vez que a Terra passa pela rota da órbita solar de um asteroide chamado 3200 Phaethon.

O asteroide deixa para trás uma trilha de resíduos rochosos, que se movem a 35 km por segundo através da atmosfera. Eles se desintegram em chamas descritas como espetaculares por quem as presencia.

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"O céu está completamente claro aqui, (então) pude ver oito meteoros por minuto em certos momentos", disse à BBC Ivan Hawick, morador das ilhas Shetland, no extremo norte da Grã-Bretanha. "Um dos meteoros estava queimando de forma tão clara, com uma linda coloração azul."

Segundo a Organização Internacional de Meteoros, a "irradiação" - o ponto de onde os meteoros parecem vir - era visível desde o pôr do sol no extremo norte da linha do Equador; no hemisfério Sul, a constelação ficou visível no horizonte por volta da meia-noite no horário local e chegou a seu ápice duas horas depois.

"Mesmo desde locais mais ao sul (da Terra), trata-se de uma esplêndida corrente de meteoros brilhantes, em velocidade média, e um evento recompensador para observadores, independentemente de seu método de observação", diz comunicado do instituto.

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