Telescópio Hubble detecta galáxias mais distantes já vistas

Observação de galáxia primitiva formada há mais de 13 bilhões de anos permite que astrônomos conheçam mais sobre as origens do universo

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Telescópio Hubble capta imagem de galáxias antigas, incluindo a mais a antiga já vista

O telescópio espacial Hubble detectou galáxias primitivas formadas há mais de 13 bilhões de anos, pouco depois do Big Bang, o que permitiria conhecer mais sobre nossas origens, anunciou a Nasa esta quarta-feira (12).

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As observações, efetuadas durante seis semanas em agosto e setembro, permitiram descobrir sete novas galáxias, a mais antiga delas com 13,3 bilhões de anos.

"Foi uma campanha de observação muito ambiciosa, pudemos remontar até 13,3 bilhões de anos, depois do Big Bang. Neste momento, o Universo não tinha mais que 3% de sua idade atual", explicou em uma entrevista coletiva Richard Ellis, astrofísico do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, que participou do estudo.

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"No total foram descobertas sete novas galáxias, a mais antiga data de 380 milhões de anos após o Big Bang", acrescentou Abraham Loeb, do departamento de astronomia da Universidade de Harvard.

"Observar estas primeiras galáxias permite aprender muito sobre as condições dos primeiros momentos após o Big Bang e aprender muitas coisas sobre nossas origens. Estas são as pesquisas arqueológicas mais antigas da que dispomos sobre as origens do Universo", acrescentou.

A idade estimada do Universo é de 13,7 bilhões de anos. Quanto mais longe os cientistas observarem, mais podem aprender sobre o que ocorreu depois do suposto nascimento do cosmos.

A este respeito, o lançamento, dentro de cinco anos, do sucessor do Hubble, o telescópio espacial de raios infravermelhos "James Webb Space/JWST" deveria permitir chegar muito mais longe.

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