Fósseis podem ser os ancestrais mais antigos do panda gigante

Ossada do primeiro urso registrado na Península Ibérica tem semelhanças marcantes com os atuais pandas, que só é encontrado na China

The New York Times |

AP
O fóssil da Espanha tem mandíbula semelhante ao panda, único urso atualmente capaz de comer bambu

Fósseis do primeiro urso registrado na Península Ibérica foram descobertos na Espanha, e os pesquisadores acreditam que ele era o mais antigo ancestral do urso panda.

Os pesquisadores encontraram um fóssil de uma mandíbula e dentes, de 11,6 milhões de anos de idade, que possui uma grande semelhança com o panda gigante, que hoje é encontrado somente na China. Pesquisadores da Espanha batizaram o antigo urso de Kretzoiarctos e relataram suas descobertas na edição atual do periódico PLoS One.

"A origem da linhagem podem não ter sido na China, mas nas florestas úmidas da Europa durante Mioceno médio", disse Juan Abella, paleontólogo do Museu Nacional de Ciências Naturais de Madrid e primeiro autor do estudo.

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Durante o Mioceno médio, o nordeste da Espanha, onde os fósseis foram descobertos, era úmido e moderadamente quente, disse Abella.

Kretzoiarctos era uma espécie onívora e que provavelmente comia uma grande variedade de alimentos, incluindo carnes, frutas, caules e folhas. A mandíbula e os dentes fósseis encontrados indicam que o urso também era capaz de comer material vegetal muito duro; o panda de hoje é o único urso com esses hábitos alimentares.

Os pesquisadores acreditam que o Kretzoiarctos era do tamanho de um urso malaio e pesava cerca de 130 quilos. Os pandas gigantes de hoje possuem mais ou menos o dobro desse peso. Estudar o urso antigo pode ajudar os cientistas a compreender como o panda gigante evoluiu para se alimentar de duras hastes de bambu, disse Abella.

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