Grupo da República Tcheca descobriu tumba da princesa Shert Nebti, filha do rei Men Salbo, que viveu em 2500 a.C

Inscrições de hieróglifos em uma das colunas da tumba recém-descoberta da princesa Shert Nebti
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Inscrições de hieróglifos em uma das colunas da tumba recém-descoberta da princesa Shert Nebti

Uma equipe de arqueólogos da República Tcheca identificou uma tumba de uma princesa egípica da Quinta Dinastia faraônica, que pode ser datado de 2.500  a.C. ao sul do Cairo. A informação foi confirmada pelo Ministério de Antiguidades do Egito. O governo egípcio analisa a hipótese de abrir o local para visitação pública, mas não fez previsões nem anunciou datas.

Em comunicado, o ministro das Antiguidades, Mohammed Ibrahim, disse que a antecâmara para o túmulo da princesa inclui quatro colunas de pedra calcária com inscrições hieroglíficas, indicando se tratar da princesa Shert Nebti, filha do rei Men Salbo.

O representante do ministério, Mohammed El-Bialy, acrescentou que no local das escavações havia mais quatro túmulos de funcionários da Quinta Dinastia, no complexo de Abu Sir, perto da pirâmide de degraus de Saqqara. "Ela é a filha do rei, mas apenas seu túmulo foi encontrado. A questão é: vamos descobrir outros túmulos no futuro próximo? Não sabemos nada sobre seu pai ou sua mãe, e esperamos que descobertas futuras responderão estas perguntas," disse El-Bialy, indicando que as escavações ainda estão em seu estágio inicial.

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O grupo de arqueólogos tchecos começou os trabalhos de escavação este mês e a descoberta aconteceu apenas semanas após o governo egípcio reabrir ao público um pirâmide e um complexo funerários que estavam fechados para restauração há uma década.

Estátuas encontradas no complexo funerário recém-descoberto
AP
Estátuas encontradas no complexo funerário recém-descoberto

A indústria de turismo no Egito, que é essencial para a economia do país, sofreu prejuízos em decorrência da instabilidade interna do país, que levou à renúncia do então presidente Hosni Mubarak e provocou mudanças no cenário político local.

(Com informações da AP e Agência Brasil)

Errata: em 6/11/2012, o texto foi alterado para corrigir um erro na idade do túmulo descoberto, de    6500 anos para 4500 anos.

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