Cientistas anunciam mapeamento do DNA da cevada

Com os estudos, pesquisadores pretendem melhorar plantações; a cevada é o quarto maior cereal em termos de área e tonelada colhida

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Plantação de cevada em Cornwall, na Inglaterra

Cientistas anunciaram nesta quarta-feira o mapeamento do DNA da cevada, uma iniciativa que pode gerar melhorias nas plantações e aumentar a tolerância de um dos cultivos mais importantes do mundo.

Um dos primeiros grãos domesticados, que tem suas origens no Crescente Fértil, mais de 10.000 anos atrás, a cevada é o quarto maior cereal em termos de área e tonelada colhida.

Um consórcio de cientistas, que publicou o artigo na revista científica Nature, apresentou um "mapeamento de alta qualidade", um passo importante em uma iniciativa de seis anos para sequenciar o DNA da cevada, disse Nils Stein, do Instituto Leibniz de Genética de Plantas e Pesquisa de Cultivos, na Alemanha.

Os agricultores podem usar este rascunho para identificar traços que possam melhorar as cepas, afirmou.

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"Esta não é a referência de sequenciamento para a cevada, mas podemos usá-la de forma similar", disse Stein.

"Isto nos dá acesso direto ao isolamento da informação genética essencial para traços importantes e nos permite utilizar de forma eficiente a diversidade genética (da cevada)", acrescentou.

A cevada é uma importante commodity assim como um alimento básico para os pobres em regiões do Norte da África, Sul e Centro da Ásia.

É uma planta notavelmente resistente, capaz de sobreviver a uma grande variedade de condições climáticas, de regiões subtropicais ao círculo Ártico.

Mas como todo cereal, está exposto aos efeitos das mudanças climáticas, que aumentarão os riscos de secas e inundações.

Veja outras espécies que tiveram o genoma sequenciado:

Três quartos da produção mundial de cevada são usados na alimentação animal, 20% são maltados para uso em bebidas e 5%, em produtos alimentícios.

Outros importantes cultivos que já tiveram seu DNA decodificado incluem o milho, a soja, o arroz, o painço, a cana-de-açúcar, o sorgo e a batata.

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