Estrutura em espiral revela segredos da morte de uma estrela

Esta foi a primeira vez que que astrônomos conseguiram obter informação completa em três dimensões de uma espiral desta natureza

iG São Paulo |

ESO/Joseph DePasquale
Telescópio ALMA, no deserto do Atacama (chile) capta estrutura em espiral ao redor da estrela R Sculptoris

Astrônomos descobriram uma inesperada estrutura em espiral ao redor da estrela R Sculptoris. Esta é a primeira vez que uma estrutura como esta acompanhada por um escudo esférico foi encontrada ao redor de uma estrela gigante vermelha. Esta também foi a primeira vez que astrônomos puderam ter informação tridimensional sobre um espiral.

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A estranha forma provavelmente era uma estrela companheira da gigante vermelha -- estrela que anteriormente tinham um tamanho equivalente ao do Sol (até 8 vezes a massa solar) -- que estava escondida.

"Nós já tínhamos observamos escudos em torno desse tipo de estrela antes, mas esta é a primeira vez que eu vi uma estrutura espiral que sai de uma estrela, juntamente com um escudo ao redor", diz o principal autor do artigo publicado no periódico científico Nature, Matthias Maercker, daUniversidade de Bonn.

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Gigantes vermelhas como R Sculptoris são grandes  contribuintes para a poeira e gás que fornecem a maior parte das matérias-primas para a formação das futuras gerações de estrelas, sistemas planetários e, posteriormente, para a vida.

A descoberta se constitui um dos primeiros resultados científicos do Grande Conjunto de Radiotelescópios do Atacama (Alma, na sigla em inglês), considerado o projeto de astronomia terrestre mais ambicioso que ainda está em fase de construção e que seria concluído em 2013.

"Quando observamos a estrela com o Alma, ainda não tinha sido instalada nem a metade das antenas. É realmente emocionante imaginar o que poderá fazer o conjunto completo do Alma uma vez que sua instalação terminar, em 2013", disse Wouter Vlemmings, um dos astrônomos responsáveis pela descoberta.

O Alma tem 66 antenas que exploram o Universo mediante as ondas radiais emitidas pelas galáxias, estrelas e outros corpos celestes, não captadas pelos telescópios ópticos e infra-vermelhos que percebem a luz visível. O instrumento está situado na planície Chajnantor, no deserto do Atacama, a 5.000 metros de altitude.

O radiotelescópio é o primeiro projeto astronômico do qual participam Europa, Estados Unidos e Japão, em colaboração com o Chile.

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