Cientista conseguiu isolar, pela primeira vez, um elétron em 1973 e é considerado um dos pais do computador quântico

AFP

Físico americano David Wineland (foto), co-premiado junto ao francês Serge Haroche com o Nobel de Física
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Físico americano David Wineland (foto), co-premiado junto ao francês Serge Haroche com o Nobel de Física

O físico americano David Wineland, co-premiado nesta terça-feira (9) junto ao francês Serge Haroche com o Nobel de Física por seus trabalhos em física quântica , é um eminente especialista da "informática quântica", da qual é um de seus pioneiros.

O nome deste cientista de 68 anos e bigode espesso está associado a uma longa lista de avanços técnicos, como a utilização de lasers para esfriar os íons perto de zero absoluto (-273,15 ºC), uma experiência realizada pela primeira vez em 1978, no âmbito de testes de laboratório sobre as teorias quânticas.

Doutor em física pela prestigiada Universidade de Harvard, Wineland fazia parte da equipe de cientistas que isolaram, pela primeira vez, um elétron em 1973 e que passaram a ser os pais da informática quântica.

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Wineland trabalha desde 1975 no Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia, propriedade do governo americano, e dirige os estudos do grupo de armazenamento de íons desde 1979.

Os trabalhos de Wineland já foram recompensados em várias ocasiões pela Sociedade Americana de Física, ganharam a Medalha Nacional das Ciências em 2008 e, dois anos mais tarde, receberam a medalha Benjamin Franklin no domínio da física.

"Ainda estamos muito longe de um computador quântico útil, mas acredito que somos muitos os que acreditamos em sua aparição no longo prazo", declarou o vencedor do Nobel nesta terça-feira, contactado por telefone pelo júri do prêmio.

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