Menino de 11 anos descobre restos de mamute no norte da Rússia

Carcaça do animal que viveu na Era do Gelo foi encontrada em bom estado de conservação e esqueleto está quase completo

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Pesquisadores posam em 25 de setembro ao lado dos restos de um mamute encontrados no norte da Rússia

Um menino de 11 anos descobriu os restos de um mamute em um estado de conservação excepcional enquanto passeava com seu irmão às margens do rio Yenisei, no norte da Rússia.

A descoberta, divulgada esta semana, aconteceu em agosto, perto do Golfo de Yenisei, às margens do Oceano Ártico, na península de Taimyr, onde o animal que viveu há milhões de anos foi preservado no permafrost, explicou Alexei Tikhonov, diretor do museu zoológico de São Petersburgo.

"Um menino de 11 anos de idade, Jenia Evgueni Salinder, passeava junto com seu irmão às margens do Yenisei. Ele sentiu um cheiro desagradável e viu algo que sobressaía: eram as patas do mamute", contou Tikhonov.

"Este é um espaço aberto onde as tempestades causam a erosão da margem do rio e, por isso, o mamute foi libertado", acrescentou o especialista.

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"O esqueleto está quase completo, inclusive se pode ver o coração inteiro na caixa torácica. Pode-se dizer que é o mamute do século", afirmou o cientista, estimando que o valor da descoberto só é superada por um exemplar encontrado em 1901.

Tikhonov acredita que a causa da morte do mamute tenha se devido ao fato de o paquiderme ter perdido uma de suas defesas.

"Aos 15 anos, os mamutes entravam no período de reprodução e a matriarca os excluía da manada. Esta é a idade mais difícil, com uma grande quantidade de estresse, uma importante taxa de mortalidade. Assim acontece com os elefantes", explicou.

Os restos do mamute foram levados de helicóptero a Dudinka, principal cidade da península de Taimyr, onde é mantido em um depósito escavado no solo congelado, afirmou o diretor do museu zoológico.

"Temos a intenção de levá-lo para São Petersburgo ou para Moscou para estudá-lo", acrescentou.

"Demos ao mamute o nome do menino que o encontrou, Jenia", acrescentou.

O menino que fez a descoberta pertence a uma família de nômades autóctones, os Nenets.

"São pessoas das tundras, caçadores ou pescadores que têm uma vida difícil. A mãe do menino morreu há pouco tempo dando à luz. Esperamos que sua família receba uma recompensa", afirmou Tikhonov.

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