Nova estação na Antártida só deverá ficar pronta em 2016

Ministro da Defesa afirmou que pesquisas serão realizadas em módulos emergências até que as obras da nova base sejam concluídas

Agência Estado |

Agência Estado

AP
Base brasileira na Antártida foi destruída em incêndio no dia 25 de fevereiro

A nova estação brasileira na Antártida só deverá ficar pronta em 2016. O ministro da Defesa, Celso Amorim, disse nesta segunda-feira (17) que o projeto da nova base permanente - que vai substituir a Estação Comandante Ferraz, destruída por um incêndio em fevereiro - será concluído até o verão de 2013/2014, para que a reconstrução seja iniciada nesse período.

Leia mais:  Nova base não ficaria pronta antes de três anos, diz arquiteta

Segundo Amorim, serão montados agora os chamados módulos emergenciais, que servirão para apoiar a realização de pesquisas até a conclusão das obras. "Quando se fala em módulo emergencial, parece que não vai acontecer nada, mas na realidade não será uma coisa muito acanhada", disse o ministro. "A ideia é que possamos estar em condições de terminar um projeto no verão de 2013 para 2014 e começar a construção. Aí teremos talvez mais um ano e meio ou dois anos para terminar a nova estação".

Leia também:
Falha no sistema elétrico pode ter causado incêndio, diz embaixador
Acidente em base na Antártida expõe crise do programa brasileiro
Pesquisadores e militares que estavam na Antártida voltam ao Brasil
Chile oferece ajuda na reconstrução da base na Antártica
70% da estação na Antártida foi destruída pelo fogo, diz Marinha
Acidente expõe crise do programa brasileiro, diz pesquisador
Base da Antártida estava em festa quando fogo começou

Amorim disse que as pesquisas continuarão sendo realizadas até lá com o apoio dos módulos emergenciais, de navios antárticos e de países como Argentina e Chile. "Entendo que nenhum programa sofreu interrupção. Todos continuam, de uma forma ou de outra, apoiados seja nos navios, seja nos módulos ou por outras nações", acrescentou o ministro. Segundo ele, há quatro brasileiros numa estação chilena que serve de apoio logístico e o País usará também uma base argentina, que ofereceu seis vagas para pesquisas conjuntas.

Amorim disse que os R$ 40 milhões liberados pela presidente Dilma Rousseff após a tragédia já foram totalmente empenhados, principalmente na remoção de dejetos da base incendiada, inclusive para impedir danos ambientais. No mês que vem, com o término do inverno no continente, a Marinha iniciará os trabalhos de desmontagem das partes da base afetadas pelo fogo. "Obviamente haverá um custo adicional para as próximas fases, e isso a gente vai discutir com o Ministério do Planejamento", disse o ministro após a abertura da XXIII Reunião de Administradores de Programas Antárticos Latino-americanos.

Também presente no evento, o comandante da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto, disse que projeto da nova base será submetido a concorrência internacional até meados de 2013. "Não sabemos ainda os custos da construção da nova estação porque isso será fruto do projeto, que está sendo avaliado por uma comissão". O almirante disse que a Marinha mandará três navios próprios para apoiar pesquisadores e contratou um navio mercante para a desmontagem da base incendiada. "Nosso compromisso desde 1982 é apoiar a pesquisa". Os módulos emergenciais serão instalados por uma empresa canadense. Eles poderão abrigar cerca de 60 pessoas.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG