Agressividade dos demônios da Tasmânia os torna propensos a tumores letais

Pesquisadores australianos descobriram que mordidas de animais da mesma espécie está ligada a contágio de tumor que pode causa sua extinção

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Desde a descoberta da doença, em 1996, cerca de cerca de 70% e 90% da população de diabos da tasmânia morreu na Austrália

A agressividade dos demônios da Tasmânia, que habitam o sul da Austrália, os torna propensos a contrair tumores faciais letais que levaram a espécie à beira da extinção, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira (3).

Pesquisadores da Universidade de Tasmânia descobriram que os exemplares com uma menor quantidade de mordidas de outros congêneres têm uma maior tendência a infectar-se com este tumor cancerígeno enquanto os menos agressivos se salvam de contrair a doença.

Os demônios mais agressivos "mordem os tumores de outros congêneres que são menos agressivos e é assim como se infectam", explicou Rodrigo Hamede, autor do artigo publicado na revista da Sociedade Ecológica Britânica citado pela agência local AAP.

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Ao estudar 300 exemplares da região de Cradle Mountain, na ilha de Tasmânia, entre os anos 2006 e 2010, Hamede percebeu que os animais infectados tinham entre 0 e 4 mordidas, enquanto os saudáveis registravam entre 5 e 15.

A alta taxa de mortalidade devido a estes tumores representa uma "pressão adicional" na população de demônios da Tasmânia, e por isso Hamede espera que se acelere o processo evolutivo para permitir que estes animais carnívoros diminuam sua agressividade e que a doença seja menos virulenta.

A doença, que gera a aparição de tumores que aumentam de tamanho até causar deformações que impedem o animal de comer para sobreviver, "é 100% mortal e de algum modo, os animais têm que aprender a coexistir com ela", apontou o cientista australiano.

O demônio da Tasmânia está incluído na lista nacional da Austrália de animais em perigo de extinção e também na lista vermelha das Nações Unidas por considerar que em um prazo de 25 a 35 anos pode desaparecer se antes não for encontrada uma cura para o câncer que dizima a espécie. 

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