Presidente dos Estados Unidos manifestou pesar pela morte do ex-astronauta, neste sábado, aos 82 anos; segundo Obama, Armstrong mostrou 'o enorme poder de um pequeno passo'

Neil Armstrong durante cerimônia da Nasa, em Washington, nos Estados Unidos, em 2011
Reuters
Neil Armstrong durante cerimônia da Nasa, em Washington, nos Estados Unidos, em 2011

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lamentou neste sábado (25) a morte de Neil Armstrong , um dos "maiores heróis americanos de todos os tempos", que mostrou ao país "o enorme poder de um pequeno passo" ao pisar na Lua em julho de 1969.

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Obama e sua mulher, Michelle, estão "profundamente tristes" pela morte de Armstrong, que faleceu aos 82 anos devido a complicações de uma cirurgia cardiovascular à que se submeteu neste mês, disse o líder em comunicado.

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"Neil estava entre os maiores heróis americanos, não só deste tempo, mas de todos os tempos", disse Obama. "Quando partiu com o resto da tripulação da Apollo 11 em 1969, levou com ele as aspirações de todo um país". "E quando Neil pôs seu pé sobre a superfície da Lua pela primeira vez, criou um momento de façanha humana que nunca será esquecido", acrescentou.

O presidente assegurou que o "espírito desbravador" de Armstrong "segue vivo em todos os homens e mulheres que dedicaram suas vidas a explorar o desconhecido, incluindo os que estão garantindo que cheguemos mais alto e vamos mais longe no espaço". "Esse legado permanecerá, iluminado por um homem que nos mostrou o enorme poder de um pequeno passo", enalteceu.

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Obama acrescentou que os astronautas da Apolo 11 tentavam "demonstrar ao mundo que o espírito americano pode ver além do que parece inimaginável, que com a suficiente motivação e tecnologia, qualquer coisa é possível".

Mais repercussão

Edwin "Buzz" Aldrin, o segundo homem a pisar na Lua e ex-companheiro de Armstrong, também se manifestou após a confirmação da morte. "Estendemos nossas mais profundas condolências à Carol e a toda a família Armstrong pela morte de Neil. Ele fará muita falta", afirmou. Outro ex-companheiro de Armstrong, Michael Collins também reverenciou o amigo. "Ele foi o melhor, e eu vou sentir muito a sua falta."

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No comunicado oficial assinado pela família de Armstrong, seus parentes pedem que a memória do ex-astronauta seja reverenciada por quem o admirava. "Para aqueles que eventualmente perguntarem o que podem fazer pela memória de Neil, temos um pedido simples. Lembrar seu exemplo de serviço, comprometimento e modéstia. E da próxima vez que andarem pela rua em uma noite e olharem a Lua sorrindo para vocês, pensem em Neil e deem uma ‘piscadinha’ a ele", diz o texto.

Nasa

A Agência Espacial Americana (Nasa) também lamentou a perda de Neil Armstrong, apontado como um "verdadeiro herói americano", além de um pilar da "próxima era da prospecção espacial" em que a agência entra agora. "Enquanto houver livros de história, Neil Armstrong estará neles, lembrado por dar o primeiro pequeno passo da humanidade em um mundo além do nosso", disse o administrador da Nasa, Charles Bolden, em comunicado.

O chefe da agência espacial americana manifestou suas "mais profundas condolências" à família do primeiro homem a pisar na Lua. "À medida que entramos na próxima era de exploração espacial, o fazemos apoiados em Neil Armstrong. Lamentamos a perda de um amigo, um companheiro astronauta e um verdadeiro herói americano", disse Bolden.

Com EFE e agências internacionais

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