Cientistas mexicanos tentam clonar plantas alterando fatores climáticos

Pesquisadores descobriram que é possível fazer um vegetal se reproduzir assexuadamente apenas alterando fatores em seu ambiente

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Cientistas mexicanos tentam clonar plantas alterando fatores climáticos, um avanço científico que representaria uma economia para o setor agrícola mundial de até US$ 7 bilhões, segundo um comunicado divulgado nesta quarta-feira pelo Centro de Pesquisas e Estudos Avançados (Cinvestav).

A geração de plantas idênticas à matriz, capazes de se reproduzir sem sexo, ou seja, de formar sementes sem um macho, não é um processo novo, mas no Cinvestav os especialistas descobriram que o clima poderia possibilitá-lo também.

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"Antes se pensava existir um gene mestre que controlava o processo de reprodução assexuada, mas descobrimos que não é assim, pois na verdade o processo está controlado mais do que em nível genético, em nível epigenético, isto é, a partir de mudanças genéticas que a planta têm em resposta ao ambiente em que se encontra", acrescentou o comunicado.

Os cientistas procuram a forma de "combinar variáveis genéticas naturais com mudanças ambientais (fotoperíodo, temperatura, luz, estresse abiótico, sais no solo, metais, etc.), para conseguir induzir em quase qualquer cultivo mecanismos equivalentes à reprodução assexuada sem a necessidade de recorrer a transgênicos".

No momento em que conseguirem, o negócio das empresas "sementeiras" (que vendem transgênicos) seria afetado em benefício dos agricultores, acrescentou o texto.

"Se conseguirmos com que as sementes mantenham suas características genéticas idênticas às da mãe, os agricultores não teriam a necessidade de voltar a comprar, pois poderiam semear, ano após ano, a mesma semente que produzem porque não mudaria geneticamente", prosseguiu.

Para produzir trigo, arroz, milho ou alguma das espécies de hortaliças mais importantes como tomate, brócolis, com garantia de bom rendimento, é preciso adquirir sementes melhoradas com algumas empresas que dominam este mercado no mundo, um negócio que beira os US$ 7 bilhões ao ano, concluiu o comunicado.

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