Fenômeno acontece todos os anos no mês de agosto, quando a Terra passa por uma nuvem de detritos deixado pelo cometa Swift-Tuttle

A madrugada de sábado para domingo foi marcada por um espetáculo no céu possível graças à chuva de meteoros Perseidas, provocada pelos detritos do cometa Swift-Tuttle. 

No Twitter, o ator americano Rob Herring, que mora em Los Angeles, disse ter visto 31 meteoros no período de 35 minutos. Os cientistas haviam estimado para o horário de pico, às 5h, a possibilidade de observar a olho nu cerca de 90 meteoros caindo por hora.

Como veio da direção norte, a chuva não teve boa visualização no Brasil como teve o Hemisfério Norte. “No Hemisfério Sul, o fenômeno acontece muito próximo ao horizonte, por isso acaba concorrendo com os prédios da cidade e a própria iluminação das ruas”, disse o diretor do planetário de São Paulo, João Paulo Delicatto. 

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As Perseidas acontece todos os anos no mês de agosto, quando a Terra passa por uma nuvem de detritos deixado pelo cometa Swift-Tuttle. De acordo com a Nasa, o espetáculo é observado pelo homem há, pelo menos, 2 mil anos. Ela recebe esse nome por causa da constelação de Perseu, de onde os meteoros parecem surgir. Já a passagem do cometa pela Terra é mais rara, ela acontece apenas a cada 133 anos.

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O que se vê da Terra, denominado comumente como "estrelas cadentes" são o pó e os fragmentos originados pela passagem dos cometas ao redor do Sol, que ao entrar em contato com a atmosfera se incendeiam. Meteoros oriundos de cometas como as Perseidas se parecem mais com nuvens de poeira do que pedras. Mesmo os maiores são frágeis demais para chegarem intactos ao solo terrestre - ao contrário dos pedaços de rocha e ferro que vêm de asteroides.

Atividades da Nasa

Os cientistas da agência espacial americana passaram a noite acompanhando quem esperou para ver as Perseidas com diferentes atividades. Na noite deste sábado, o astrônomo Bill Cooke e parte de sua equipe do Escritório de Meteoritos do Centro Espacial Marshall da Nasa estiveram disponíveis para responder às perguntas em inglês do público sobre a chuva de meteoritos através de um chat ao vivo no site da agência espacial.

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