Biólogos acham anfíbio raro em Rondônia

Animal tem corpo alongado e respira pela pele, descoberta confirma que espécie habita bacia do Rio Madeira

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Divulgação/ Juliano Tupan
Anfíbio encontrado na bacia do Rio Madeira não tem pulmão e respira pela pele

Seis exemplares da espécie Atretochoana eiselti , anfíbio de corpo alongado, cilíndrico e de pele lisa que pertence à família das chamadas cobras-cegas, foram encontrados perto de obras de uma hidrelétrica no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia. O animal seria o maior anfíbio sem pulmões já encontrado - ele respira pela pele.

Esse anfíbio é considerado raro, já que apenas dois exemplares da espécie haviam sido descobertos até então e não havia informações claras sobre a região que habitavam. Três foram devolvidos ao rio, um morreu e os outros dois foram coletados para estudo.

Os anfíbios foram resgatados durante a secagem do leito do rio. O método foi fundamental para que os animais fosse encontrados, segundo o biólogo Juliano Tupan, analista socioambiental da Santo Antônio Energia, empresa responsável pelas obras.

“Resgatar um animal tão raro como este foi uma sensação fora do comum. Procurei referências bibliográficas, entrei em contato com outros pesquisadores e vimos que se tratava de Atretochoana eiselti ”, descreveu o biólogo Juliano Tupan, analista Socioambiental da Santo Antônio Energia.

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Para ele, um aspecto importante da descoberta é a confirmação do local onde o animal vive. "Agora temos certeza de que esse animal está presente na bacia do Rio Madeira e no Pará", disse. 

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