Prêmio Nobel de Química assume cargo de professor especial da UFRJ

Kurt Wüthrich, laureado em 2002, é o primeiro pesquisador de renome internacional a reforçar a pesquisa nas universidades brasileiras através do programa Ciência sem Fronteiras

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O suíço Kurt Wüthrich, prêmio Nobel de Química em 2002 e um dos maiores especialistas mundiais na área de ressonância magnética de proteínas, assumiu nesta quinta-feira (26) o cargo de pesquisador e professor visitante especial e temporário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Wüthrich é o primeiro cientista de renome mundial a reforçar a pesquisa nas universidades brasileiras através do programa " Ciência sem Fronteiras ", lançado pelo Governo Federal no ano passado com o objetivo de elevar a capacitação do país nas áreas científicas, afirmou o Ministério de Ciência e Tecnologia.

O programa prevê até 2014 o envio de quase 100 mil profissionais e pesquisadores brasileiros às principais universidades do mundo para cursos de especialização, assim como a contratação de cientistas destacados mundialmente para reforçar a formação nas universidades brasileiras. O suíço trabalhará nos próximos meses como pesquisador visitante especial do Instituto Nacional de Biologia Estrutural e Bioimagem (Inbeb) e do Programa de Pós-Graduação em Química Biológica da UFRJ.

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Além de colaborar em pesquisas desenvolvidas no país, o prêmio Nobel orientará projetos de doutorado de estudantes brasileiros. O cientista se comprometeu a permanecer no Brasil por pelo menos dois meses por ano entre 2012 e 2014, assim como participar de diferentes reuniões, seminários, palestras e aulas. O governo federal também pretende oferecer o mesmo tipo de contrato na UFRJ ao israelense Dan Shechtman, prêmio Nobel de Química em 2011, que participa atualmente de uma série de seminários no país. 


Wüthrich disse que aceitou a proposta do governo brasileiro por causa dos investimentos de US$ 10 milhões nos últimos meses nas equipes e nos laboratórios de ressonância magnética nuclear da UFRJ. Esse investimento permitirá trabalhar no Rio de Janeiro com um equipamento único na América Latina, que é utilizado no Instituto de Pesquisa Scripps nos Estados Unidos e no Instituto Federal de Tecnologia de Zurique. "Não faria sentido vir ao Brasil se não contasse com equipes e laboratórios adequados", afirmou. 

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