Agência espacial europeia lança alerta sobre lixo espacial

Comunicado do ESA avisa que fragmentos de satélites desativados e de foguetes são um risco a novas missões espaciais

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Imagem gerada por computador fornecida de NASA mostra objetos que circulariam pela órbita da Terra, sendo que 95% deles seriam lixo espacial

Uma nave espacial tripulada se choca com um pedaço de lixo espacial e fica orbitando a deriva; esse é o tema do filme "Gravity", estrelado por George Clooney, com data de lançamento prevista para 2013, que fez a Agência Espacial Europeia (ESA) anunciar com preocupação que esta é possibilidade real.

Em comunicado, o órgão aponta que dos mais de 6 mil satélites lançados desde o começo da era espacial, menos de mil seguem operacionais, enquanto o restante entrou novamente na atmosfera ou segue em órbita abandonado.

A situação, de acordo com a agência, significa um alto risco da geração de novos fragmentos de lixo espacial, caso as baterias ou o combustível desses equipamentos, causem explosões.

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Sobre o potencial destrutivo do material que está em órbita, a ESA explicou que um parafuso, com cerca de 2 centímetros que sobrevoe a Terra a uma velocidade de 7,5 quilômetros por segundo, pode destruir um satélite. 


A entidade apontou ainda que mesmo não se lançando novos satélites, as simulações mostram que os níveis de fragmentos em órbita seguiriam aumentando.

Por isso, a ESA criou a iniciativa "Clean Space" ("Espaço Limpo", em livre tradução). A agência investiga métodos que contribuam para minimizar o impacto das atividades especiais europeias, reduzindo a geração de resíduos tanto na Terra como no espaço.

Os projetos incluem controlar o impacto das tecnologias espaciais sobre o meio ambiente, desde seu desenho e fabricação até sua eliminação no fim de sua vida útil.

Entre os novos processos industriais que se incluem nessa filosofia, por exemplo, estão métodos inovadores de soldagem, por exemplo, que permitem o uso de menos materiais e menos energia, para produzir resultados de maior qualidade.

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